A Polícia Civil encontrou a mãe suspeita de abandonar um bebê na porta de uma casa na Rua 9 de julho no Bairro Medeiros, em Rio Verde, e a conduziu para prestar depoimento na delegacia nesta segunda-feira (3/2). A mulher, de 31 anos, confessou ter cometido o crime e já ter feito a mesma coisa outras duas vezes no passado.
O bebê foi encontrado na manhã do último sábado (1/2), enrolado em um cobertor e ao lado de um pacote de fraldas. Segundo o delegado responsável pelo caso, Carlos Roberto Batista, ela alegou que não teria condições de criar a criança e que o pai também não.
“Ela fez o parto no dia 31 e levou a criança no dia 1°, aproximadamente 24 horas depois. Ela confessou a autoria e alega que não tinha condições de criar a criança. O pai também não. E aí ela resolveu abandoná-lo. Existe ainda a suspeita de que ela possa ter praticado tal conduta outras duas vezes”, disse o delegado.
A investigação revelou que, em 2020, um recém-nascido foi encontrado em via pública, mas a identidade da mãe nunca havia sido descoberta. Já em 2023, a Polícia Militar resgatou outro bebê dentro de um guarda-roupas, logo após o parto, depois que vizinhos ouviram gritos e chamaram as autoridades.
No caso mais recente, o bebê foi acolhido por uma técnica em enfermagem, que acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A criança foi levada ao Hospital Materno Infantil, onde passou por exames e teve o estado de saúde considerado estável. Em seguida, foi encaminhada para um berçário e, posteriormente, deve ser encaminhada ao Centro de Atenção à Criança (CAT).
Apesar das confissões, a mulher não estava mais em situação de flagrante e, por isso, foi ouvida e liberada. No entanto, ela responderá pelo crime de abandono de incapaz.
A Polícia Civil coletou seu DNA para comparar com o material genético dos bebês encontrados em anos anteriores e seguirá apurando o caso, além de avaliar as condições médicas e psicológicas da mulher. Além disso, a polícia investiga os pais de cada uma das crianças, que têm genitores diferentes, para determinar se tiveram alguma responsabilidade no abandono.
Polícia investiga caso de recém-nascido encontrado morto em Aparecida

Um bebê foi encontrado morto dentro de um saco plástico no gramado da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Brasicon, no Centro de Aparecida de Goiânia, na manhã deste domingo (2/2). De acordo com a Polícia Científica, moradores da região localizaram o corpo após um cachorro mexer no lixo e rasgar o saco onde o bebê estava.
A Guarda Civil Municipal (GCM) foi acionada e, ao chegar ao local, confirmou que se tratava de um bebê. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) também foi chamado e constatou o óbito. A Polícia Científica informou que o corpo já estava em estado de decomposição e que a placenta foi encontrada junto ao bebê. No momento, não é possível determinar se ele nasceu com vida ou não.
O caso está sendo investigado pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) da Polícia Civil. Segundo a delegada Sayonara Lemgruber, há indícios de que uma mulher atendida na UPA na última quinta-feira (29/1) pode estar envolvida no caso.
“Duas pessoas da Secretaria de Saúde informaram que, na quinta à noite, uma mulher havia sido atendida com sinais de aborto, sangramento e muitas dores. Ela foi encaminhada para a Maternidade Santa Cruz e, lá, verificaram que a placenta tinha um peso compatível com uma gestação entre 32 e 37 semanas, e que o cordão umbilical havia sido cortado. Então, são vários elementos de um aborto. Ela foi ouvida, mas não confirma ser a mãe”, afirmou a delegada.
A Polícia Científica coletou material genético da mulher e do bebê para análise, e o resultado deverá confirmar ou descartar o vínculo biológico entre eles. A delegada explicou que a investigação considera duas possibilidades de crime.
“Supostamente um aborto provocado pela gestante, e é possível também infanticídio, quando a morte é provocada pela mãe logo após a expulsão da placenta, ou seja, uma morte por influência do estado puerperal”.
A Polícia Civil segue apurando o caso para determinar as circunstâncias da morte e a responsabilidade da suspeita.