O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), acusou o governo Lula de omissão e afirmou que o país está “à deriva”. Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, nesta segunda-feira (9/6), ele criticou a condução federal em áreas como economia e segurança pública.
“O país está à deriva, com 56% de rejeição. Era defensor dos pobres e virou assaltante de aposentados. Os que mais foram lesados foram os trabalhadores rurais”, disse Caiado, citando golpes que afetaram beneficiários do INSS.
O governador, que é pré-candidato a presidente da República, também apontou o avanço de facções criminosas e condenou propostas que concentram poder em Brasília, como a PEC da Segurança.
Caiado defendeu maior rigor no combate ao crime organizado e respeito à autonomia dos entes federativos.
“É preciso ter independência moral e coragem para fazer valer as leis de uma democracia plena”, afirmou ao criticar o esvaziamento da função presidencial.
“Na ausência do presidente, Legislativo e Judiciário assumem funções que não lhes cabem”, ressaltou ao anunciar que, se for eleito, vai implantar um presidencialismo pleno.
Críticas ao endividamento e alta de impostos
O governador criticou o aumento do endividamento público diante da alta de impostos sem cortes de gastos.
“Em dois anos e meio, a relação dívida/PIB subiu 4,36%. Batem recorde de arrecadação, mas não cortam gastos. Só pensam em mais impostos”, afirmou.
Ele também atacou acordos ambientais firmados pelo governo, como o compromisso com a França sobre rastreabilidade de produtos livres de desmatamento.
“Eles não vão dar. Não existe ninguém mais protecionista que o europeu. Eles não aguentariam nossas regras ambientais por um dia”, criticou.

Caiado associou o desmatamento ilegal na Amazônia ao crime organizado: “PCC e Comando Vermelho comandam garimpos e madeireiras ilegais. Facções do México e da Venezuela também atuam na região. Produtores já foram expulsos”.
Na área econômica, celebrou a força do agronegócio que, segundo ele, “segue competitivo apesar do governo federal, e não por causa dele”.
‘Assumi um Estado quebrado; hoje está com dinheiro em caixa’
Ao apresentar sua pré-candidatura à Presidência de 2026, o governador listou como feitos em Goiás o primeiro lugar no Ideb, a queda da criminalidade e o equilíbrio das contas estaduais.
“Assumi um Estado quebrado, sucateado, bloqueado no Tesouro. Hoje, Goiás está totalmente dentro das regras do equilíbrio fiscal e com dinheiro em caixa”, disse.
Caiado defende que a centro-direita e a direita lancem múltiplas candidaturas no primeiro turno de 2026 e se unam no segundo contra Lula ou outro nome da esquerda.
