Hoje é 6 de março de 2026 03:46

Eduardo Bolsonaro sinaliza que vai renunciar ao mandato

Afastado desde março, quando decidiu permanecer nos Estados Unidos, deputado pode ficar de licença oficial do cargo até a próxima semana
Eduardo Bolsonaro: filho do ex-presidente é alvo de inquérito para apurar supostas articulações com empresários e parlamentares americanos contra membros do Supremo // Foto: Reprodução/Rede social

O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) declarou que “muito provavelmente” abrirá mão de seu mandato. Em entrevista a O Estado de S. Paulo, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que só retornaria ao Brasil “quando [o ministro do STF] Alexandre de Moraes não tiver mais força para me prender”.

Desde março, Eduardo permanece nos Estados Unidos, alegando receio de prisão, ainda que não houvesse ordem judicial à época. Sua licença oficial termina na próxima semana e, segundo ele, “o prazo acabará no fim de julho. Mas, se for necessário, eu não volto ao Brasil”.

Enquanto isso, a Procuradoria-Geral da República obteve a abertura de inquérito no STF para apurar supostas articulações de Eduardo com empresários e parlamentares americanos contra membros do Supremo, sobretudo Alexandre de Moraes. Em despacho, Moraes prorrogou o inquérito por mais 60 dias, atendendo pedido da Polícia Federal, que alegou diligências pendentes.

Pedido de prisão e tensão diplomática

Na sexta-feira (11/7), o líder da bancada do PT, deputado Lindbergh Farias (PT?RJ), protocolou junto ao STF pedido de prisão preventiva de Eduardo Bolsonaro. A petição sustenta que o parlamentar licenciado pode ter cometido crimes de “coação no curso do processo” e “obstrução de investigação”, e busca “sabotagem deliberada contra as instituições republicanas brasileiras”.

Lindbergh afirma que novos elementos – como o contato de Eduardo com o ex-presidente Donald Trump e a pressão por sanções via Lei Magnitsky – demonstram “persistência de possível atuação ilícita”. O líder petista ainda solicitou bloqueio de bens, verificação do uso de passaporte diplomático e inclusão das declarações do deputado no inquérito.

O pedido acompanha o inquérito que apura se Eduardo Bolsonaro articulou, no exterior, sanções contra autoridades brasileiras. Na semana passada, Trump criticou as investigações no Brasil, classificando Jair Bolsonaro como vítima de “perseguição”. Essa escalada tensiona ainda mais as relações diplomáticas e ressalta o impasse entre o deputado e o Judiciário nacional.

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