O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), afirmou nesta terça-feira (15/7), em coletiva de imprensa, que não existem problemas relevantes entre seu governo e a base aliada na Câmara Municipal, onde detém ampla maioria. Apesar de alguns vereadores aliados já terem manifestado descontentamento com determinados secretários, Mabel minimizou os “ruídos” no relacionamento com o Legislativo.
Questionado sobre a retirada de matérias encaminhadas em 3 de julho para apreciação dos vereadores, ele explicou que “os projetos foram retirados porque estavam sem o parecer da Procuradoria do município. E não pode passar um projeto sem o parecer”. Segundo o prefeito, foi a própria Câmara que pediu a devolução das propostas para que o Executivo incluísse a análise da Procuradoria.
“Como eles não iam entrar em votação, os outros dois fizeram o parecer mais rápido para que pudesse votar os dois projetos da educação”, acrescentou Mabel, ao comentar também a assinatura da portaria que estabelece prazo final para a regularização das permissões de táxi na capital.
As matérias recolhidas na segunda-feira (14/7) tratam de mudanças nas condições do empréstimo de R$ 710 milhões, alterações no Código Tributário Municipal, novas normas para parcerias público-privadas (PPP) e pagamento da data-base dos servidores. O prefeito negou qualquer pressão da Câmara para modificar os textos e explicou que as mudanças visam “utilizar os recursos de uma forma mais inteligente”.
Para ele, “sempre há esses ruídos” entre Executivo e Legislativo. “Esse negócio de Câmara, vereador, Assembleia, governador, prefeito… sempre tem esses ruídos; eles querem algo a mais do que você pode dar. Isso é normal”, afirmou.
Como exemplo de reaplicação de recursos, Mabel citou o empréstimo de R$ 710 milhões, previsto pela gestão anterior para a construção de um Cmei na região Sul.
“Nós não precisamos. Temos 1.500 vagas sobrando nessa área. Mas precisamos de vagas na região Norte, que não as tem. Então, vamos remanejar o Cmei da região Sul para a região Norte, onde faz falta. São essas pequenas adequações para não gastarmos dinheiro onde ele não é necessário. É uma readequação da nova gestão.”
O prefeito ressaltou que os vereadores têm autonomia para arquivar integralmente os projetos e manter o destino original dos recursos do empréstimo.
“Se fizer do jeito que está aprovado, nós só vamos jogar dinheiro fora. Se quiserem arquivar a proposta que estamos enviando, que é fazer mais com menos, podem arquivar”, concluiu.
