A economia goiana foi a terceira com maior crescimento no país na variação acumulada no ano, de janeiro a maio de 2025, segundo o Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR), medido pelo Banco Central e analisado pelo Instituto Mauro Borges de Pesquisa e Política Econômica (IMB). O avanço foi de 6%, superando a média nacional que ficou em 3,4% no mesmo indicador. O IMB não divulgou quais foram os estados que lideram o ranking nacional.
No acumulado dos últimos 12 meses, Goiás apresentou crescimento de 4,4%, desempenho que também ficou acima da média brasileira (4%). Já na variação interanual, na comparação entre maio de 2025 e o mesmo mês de 2024, Goiás teve alta de 2,4%, enquanto o Brasil avançou 3,2%.
“O cenário positivo da economia em Goiás é reflexo dos investimentos estratégicos e do crescimento de setores em ascensão, o que se traduz em aumento de emprego e renda para os cidadãos goianos”, destaca o secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima.
O Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR), medido pelo Banco Central, é divulgado mensalmente. De acordo com a instituição financeira, ele permite acompanhamento mais frequente da evolução da atividade econômica, enquanto o PIB, divulgado trimestralmente, fornece um retrato mais amplo da economia. O IBCR é baseado em dados da Pesquisa Industrial Anual (PIA), Pesquisa Anual de Serviços (PAS), Produção Agrícola Municipal (PAM), entre outras fontes oficiais.

Balança comercial de junho tem superávit de US$ 669 milhões
O estado de Goiás registrou superávit de US$ 669 milhões na balança comercial em junho de 2025, com exportações que somaram US$ 1,14 bilhão e importações no valor de US$ 473 milhões. O resultado, divulgado pela Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços (SIC), mantém o Estado como um dos principais protagonistas do comércio exterior brasileiro, ocupando a 8ª posição nacional em exportações no mês e 11ª colocação em importações.
“Estamos sempre buscando consolidar a presença goiana no comércio exterior com inteligência estratégica e competitividade, e os superávits da balança comercial de Goiás são um reflexo da força dos nossos setores produtivos”, destaca o titular da SIC, Joel de Sant’Anna Braga Filho.
Entre os produtos mais exportados em junho, o complexo soja representou 56,96% do total vendido ao exterior, seguido pelas carnes (18,11%) e ferroligas (5,53%). O setor de carnes apresentou crescimento expressivo de 28,31% em comparação com o mesmo mês de 2024.
Os principais destinos das exportações goianas foram a China, que absorveu 49,21% do total, seguida pelos Estados Unidos (5,13%), Tailândia (3,73%) e Canadá (3,58%). No ranking de municípios exportadores, Rio Verde liderou com US$ 316 milhões, representando 27,65% do total estadual, seguido por Jataí (6,95%), Cristalina (6,21%) e Alto Horizonte (4,64%).
Nas importações, as principais aquisições foram produtos farmacêuticos (30,53%), veículos automóveis (19,66%) e máquinas como reatores nucleares, caldeiras, aparelhos e instrumentos mecânicos (12,68%). A China foi a principal origem das importações (31,05%), seguido pela Alemanha (19,88%), Japão (10,21%) e Estados Unidos (6,91%). Anápolis se manteve como o município goiano que mais realizou importações (52,08%).
No acumulado do primeiro semestre de 2025, Goiás já registra superávit de US$ 3,9 bilhões, uma variação positiva de 1,39% em relação ao mesmo período do ano anterior.
