Hoje é 6 de março de 2026 14:17

Márcio Corrêa recorre à justiça contra tarifa de R$ 8,20 no transporte coletivo

Prefeito critica frota sucateada e pontos precários da cidade e considera chamar novas empresas: “os anapolinos não vão pagar caro por transporte sem qualidade”
Marcio Corrêa: “Quero reafirmar: a passagem não vai ser aumentada” // Foto: Secom

O prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa (PL), afirmou nesta quinta-feira (28/8) que os usuários do transporte coletivo da cidade não pagarão o reajuste da tarifa para R$ 8,20, autorizado em caráter liminar pela Justiça a favor da empresa Urban. A declaração foi feita durante vistoria às obras finais do Anel Viário do Daia, ao lado do presidente da Goinfra, Pedro Sales.

Corrêa criticou o descumprimento contratual da Urban, que deveria renovar sua frota a cada quatro ou cinco anos, mas hoje opera com veículos com mais de nove anos de uso. Além disso, apontou falhas na manutenção dos abrigos de ônibus.

“Se não quer prestar o serviço, que deixe para quem queira trabalhar. O anapolino não vai pagar caro por transporte precário”, disse.

“O serviço em Anápolis é o mais caro do Estado e de péssima qualidade, com ônibus sucateados e pontos em condições precárias. Essa conta não vai ficar com o cidadão. Já recorremos à Justiça e, se não houver acordo, vamos buscar outras opções, inclusive chamamento emergencial de novas empresas”, afirmou o prefeito.

Embora a empresa alegue prejuízo mensal de R$ 2 milhões, o prefeito contestou os números: “Eles apresentam planilhas sem auditoria. Se esse prejuízo existisse, não estariam operando há tanto tempo”, rebateu.

Márcio foi enfático ao assegurar que a população não será penalizada: “Quero reafirmar aqui: a passagem não vai ser aumentada. Custe o que custar, não vamos transferir essa conta para quem mais sofre com o transporte público em Anápolis”, garantiu.

A Prefeitura já ingressou com recurso contra a decisão judicial que autorizou o aumento e promete intensificar a fiscalização da concessionária.

O problema de Anápolis reflete uma realidade mais ampla. A idade média da frota de ônibus urbanos no Brasil chegou a 6,45 anos em 2023, a maior em quase três décadas, segundo a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU). Em capitais como Fortaleza, a média já ultrapassa oito anos, ampliando as queixas da população sobre atrasos, insegurança e desconforto.

Para Corrêa, isso reforça que a solução não está em repassar custos ao usuário, mas em exigir qualidade, renovar a frota e garantir um serviço digno.

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