Hoje é 6 de março de 2026 01:12

Wilder Morais manifesta apoio ao tarifaço dos EUA

Medida americana sobre exportações brasileiras prejudica produtores goianos dos setores de carnes, mineração e indústria; atitude do senador do PL provoca reação política; Vanderlan Cardoso chamou o colega de “político de rede social”
O senador Wilder Morais (PL) manifestou apoio à medida de Trump no dia 7 de setembro, durante ato político em Goiânia // Foto: Arquivo/Facebook

O tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que eleva custos de produtos brasileiros, tem impactos diretos na economia goiana, afetando setores estratégicos como carnes, mineração e indústria de transformação. A medida compromete a competitividade da produção local, inviabiliza negócios já estabelecidos, pressiona cadeias produtivas com margens reduzidas e aumenta a volatilidade cambial, além de onerar insumos importados e gerar efeitos inflacionários.

No dia 7 de setembro, durante ato político em Goiânia, o senador Wilder Morais (PL) manifestou apoio à medida, elogiando a atuação de Trump e os movimentos de oposição de extrema-direita no Congresso. Segundo ele, a participação do público e dos senadores da direita teria feito a diferença na defesa de interesses políticos.

A posição de Wilder chamou atenção por seu histórico como secretário estadual de Indústria e Comércio, quando se apresentava como defensor da produção goiana.

O contraste se tornou evidente com os esforços do setor empresarial, que enviou recentemente uma comitiva da Fieg e da CNI a Washington, em busca de diálogo com autoridades e empresários americanos para tentar reverter ou mitigar os efeitos do tarifaço. Enquanto representantes do setor buscam soluções concretas, a manifestação do senador foi interpretada como celebração de barreiras que impactam diretamente a economia do Estado.

“Político de rede social”

A postura de Wilder também gerou repercussão política. O senador Vanderlan Cardoso (PSD) criticou o colega como “político de rede social”, destacando que, segundo ele, não há ações concretas em benefício de Goiás e afirmando ter se afastado do PL devido à forma como os parlamentares atuam.

Vanderlan ressaltou sua participação na eleição de 2022, quando ajudou a articular a chapa que elegeu Wilder, mas disse que o colega não correspondeu às expectativas de colaboração pós-eleição.

Embora a crítica de Vanderlan seja mais pessoal e política, ela reforça a percepção de divergência interna sobre a atuação de parlamentares goianos em temas estratégicos para o Estado. O episódio evidencia não apenas os desafios econômicos impostos por políticas internacionais, mas também tensões políticas locais, levantando discussões sobre responsabilidade dos senadores, defesa do setor produtivo e posicionamento diante de medidas que afetam a economia estadual.

O impacto do tarifaço segue como pauta central, com empresários e autoridades locais monitorando efeitos e buscando alternativas de mitigação, enquanto o debate político em torno da postura de senadores como Wilder Morais adiciona complexidade à percepção pública sobre o papel dos representantes de Goiás.

Quer receber nossas notícias em seu whatsapp?

Compartilhar em:

Notícias em alta