Hoje é 6 de março de 2026 03:47

TRE mantém cassação do mandato do vereador Cristiano Zoi, de Aparecida

Tribunal reafirmou ocorrência de fraude em uma candidatura feminina na chapa de vereadores do partido Avante na eleição de 2024; vaga deve ir para PSD
Cristiano Zoi: parlamentar criticou a legislação eleitoral, que definiu como “uma lei falha, cheia de brechas e erros” // Foto: Arquivo/NG

O Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) manteve, por cinco votos a dois, a cassação do mandato do vereador Cristiano Zoi (Avante), de Aparecida de Goiânia, confirmando a fraude à cota de gênero cometida pelo partido nas eleições de 2024. Com a anulação de todos os votos da legenda, a vaga será transferida para o PSD, cabendo ao suplente Diogo Tufão, que recebeu 1.757 votos, assumir o cargo. A posse, no entanto, ainda depende da publicação do acórdão no Diário da Justiça Eletrônico e do trânsito em julgado da decisão.

O relator do caso, desembargador Laudo Natel Mateus, rejeitou os embargos de declaração apresentados pela defesa do vereador e sustentou que as provas foram “exaustivamente examinadas” pelo colegiado, assegurando a ampla defesa do parlamentar. Concluiu-se que o Avante descumpriu a cota mínima de candidaturas femininas ao lançar a candidatura fictícia de Rute de Jesus Santos Ribeiro.

Entre as irregularidades apontadas, constatou-se que a candidata não possuía quitação eleitoral, não realizou campanha, teve votação considerada insignificante e admitiu publicamente ter apoiado outra concorrente. O magistrado ressaltou que tais elementos caracterizaram claramente uma fraude à cota de gênero, destinada a burlar a exigência legal.

O voto do relator foi acompanhado pela maioria do tribunal, que determinou ainda a recontagem dos votos da chapa do Avante, o que pode impactar a composição da Câmara Municipal.

O relator do caso, desembargador Laudo Natel Mateus, rejeitou os embargos de declaração apresentados pela defesa do vereador e sustentou que as provas foram “exaustivamente examinadas” pelo colegiado, assegurando a ampla defesa do parlamentar. O magistrado ressaltou que tais elementos caracterizaram claramente uma fraude à cota de gênero, destinada a burlar a exigência legal.

Vereador aponta ‘falhas e brechas’ na lei

Em nota, o vereador Cristiano Zoi classificou a decisão do TRE-GO como “injusta” e negou qualquer responsabilidade individual pela fraude à cota de gênero.

Em entrevista ao portal NG, o parlamentar direcionou suas críticas à legislação eleitoral, que definiu como “uma lei falha, cheia de brechas e erros”. Ele afirmou manter-se de “cabeça erguida” para continuar seu trabalho, destacando como principal realização de seu mandato o “respeito à população”.

Questionado sobre os próximos passos jurídicos, Zoi informou que ainda não conversou com seu advogado sobre as medidas a serem tomadas. O vereador, no entanto, expressou “certeza e confiança” no trabalho do Dr. Diogo Crosara.

“Vamos aguardar. Estamos trabalhando ainda, não desistimos”, finalizou.

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