Hoje é 6 de março de 2026 03:35

Câmara de Goiânia aprova em definitivo data-base para servidores municipais

Projeto segue para sanção do Executivo, para aplicação do reajuste de 4,83% na folha deste mês; emendas que previam pagamento retroativo foram rejeitadas
Plenário aprova, em definitivo, data-base de 2025 para servidores públicos municipais // Foto: Millena Cristina

O plenário da Câmara Municipal de Goiânia aprovou, em segunda votação, nesta quinta-feira (18/9), o projeto de lei (PL 375/2025) que concede revisão geral anual da remuneração aos servidores públicos municipais. De autoria do Executivo, o texto estabelece a data-base para servidores ativos, inativos, pensionistas e agentes políticos.

Segundo o texto aprovado, o reajuste será de 4,83%, com efeitos a partir de 1º de setembro de 2025. O índice corresponde ao IPCA acumulado de janeiro a dezembro de 2024.

Nenhuma emenda apresentada por vereadores foi acatada em comissões ou no plenário. Os parlamentares haviam sugerido retroatividade no pagamento da data-base para maio de 2025, além da elevação do percentual do reajuste para 5,53%, conforme proposta do Fórum Sindical.

O projeto segue agora para sanção do prefeito Sandro Mabel (União Brasil). De acordo com o Executivo, o reajuste será aplicado na folha de pagamento deste mês.

O projeto da data-base do funcionalismo público municipal chegou a ser retirado da Câmara pelo prefeito na semana passada, mas retornou ao trâmite legislativo. Na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, recebeu emendas, porém o relator Pedro Azulão Jr. (MDB) não acatou nenhuma delas, mantendo o projeto original do Executivo.

‘Sem condições de pagar retroativo’

Uma das alterações propostas foi feita pela vereadora Katia Maria (PT), que pediu para que o pagamento fosse retroativo a 1º de maio de 2025, data-base legal dos servidores. Azulão justificou que a prefeitura não tem condições de pagar o reajuste retroativo a maio, conforme informações do secretário Municipal de Finanças, Valdivino de Oliveira.

Emenda no mesmo teor, de autoria do vereador Coronel Urzeda (PL), foi apresentada por Geverson Abel (Republicanos). O vereador Denício Trindade (União Brasil) retirou emenda de sua autoria, que corrigia o percentual para 5,53%.

O líder do governo na Casa, vereador Bessa (DC), reiterou que “o projeto pode não ser o ideal, mas é o possível”. Ele pediu agilidade para que o reajuste seja incluído na folha de pagamento deste mês.

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