Hoje é 7 de março de 2026 02:20

Vítima de Goiás teve prejuízo de R$ 642 mil em golpe do falso investimento

Delegacia de Crimes Cibernéticos cumpriu nesta quarta-feira mandados de busca e prisão contra associação criminosa do estado de Pernambuco
Grupo era estruturado em ao menos dois núcleos com funções especializadas em engenharia social para enganar e atrair as vítimas e outro núcleo operacional e financeiro // Fotos: Marcello Casal Jr./PCGO

A Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (Dercc), deflagrou nesta quarta-feira (1/10) uma operação para cumprimento de mandados relacionados a um esquema de falso investimento que causou prejuízo de R$ 642 mil a uma vítima do estado. Foram expedidos pela Justiça três mandados de prisão temporária, três mandados de busca e apreensão e seis mandados de afastamento de sigilo bancário.

Duas pessoas foram presas durante a ação e uma permanece foragida. A operação contou com o apoio da Polícia Civil de Pernambuco, onde as medidas cautelares foram cumpridas.

O procedimento apura os crimes de estelionato eletrônico (art. 171, §2º-A do Código Penal), associação criminosa (art. 288 do Código Penal) e lavagem de dinheiro (Lei 9.613/98). A investigação teve início a partir do registro de ocorrência feito pela vítima, que comprovou as transferências bancárias no total de R$ 642 mil para corretoras de investimento falsas.

As medidas cautelares foram executadas em Pernambuco, com apoio da Polícia Civil daquele estado

“Golpe do falso investimento” é a denominação popular usada para o esquema identificado pela investigação. Após extenso trabalho, a Dercc obteve elementos que indicam como funcionava a fraude e quem estava envolvido.

No modelo apurado, interlocutores se apresentam como corretores e convencem as vítimas a baixar aplicativos específicos e a cadastrar-se em plataformas digitais fraudulentas. Em seguida, as vítimas realizam múltiplas transferências bancárias para “empresas de fachada” criadas com nomes e objetos sociais que passaram aparência de legalidade.

As apurações revelaram que a associação criminosa era estruturada em, pelo menos, dois núcleos com funções distintas. Um núcleo especializado em engenharia social tinha como função principal enganar e atrair as vítimas para o golpe. Outro núcleo operacional e financeiro cuidava de constituir e administrar as empresas usadas para receber os valores desviados.

As medidas cautelares foram executadas em Pernambuco, com apoio da Polícia Civil daquele estado. As investigações seguem em curso para identificar outros envolvidos, localizar novas vítimas e dimensionar a extensão real do dano causado.

Quer receber nossas notícias em seu whatsapp?

Compartilhar em:

Notícias em alta