Hoje é 7 de março de 2026 17:48

Envolvidos no golpe do falso dono de lotérica são presos em Goiás

Grupo de atuação nacional responsável por furtos milionários foi alvo de operação policial em cinco estados, para cumprir 21 mandados de prisão e buscas
Em Goiás a ação foi executada pela Delegacia Estadual de Investigações Criminais e Grupo Especial de Investigação Criminal de Anápolis // Fotos: PCAL

A Polícia Civil de Goiás atuou em apoio aos colegas de Alagoas nesta quarta-feira (3/12). A força goiana participou da Operação Sorte de Areia, que cumpriu mandados expedidos pela Justiça de Maceió. O alvo era uma organização criminosa dedicada a golpes de estelionato e lavagem de dinheiro.

Segundo a Polícia Civil de Alagoas, a ação foi integrada e contou ainda com a participação das polícias civis do Ceará, de São Paulo e do Rio de Janeiro. O objetivo central era cumprir 21 mandados judiciais, sendo seis de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão, expedidos pela 17ª Vara Criminal de Maceió.

A quadrilha operava com o chamado “golpe do falso dono de lotérica”. Criminosos se passavam por proprietários de estabelecimentos lotéricos e enganavam funcionários, induzindo-os ao pagamento de boletos fraudulentos. Os valores eram enviados para contas de laranjas, rapidamente dispersados e, depois, concentrados nas contas dos líderes do grupo.

A atuação da organização era nacional. Somente em Alagoas, o montante desviado ultrapassou a marca de R$ 1 milhão. A maior parte dos envolvidos, conforme as investigações, é originária do estado de Goiás.

O delegado José Carlos, da Divisão Especial de Combate à Corrupção (Deccor) da PC de Alagoas, destacou a importância da cooperação.

“O compartilhamento de informações com o Grupo Especial de Investigação Criminal (Geic) de Anápolis foi essencial para o avanço das investigações, sobretudo porque o Geic já havia deflagrado outras duas operações envolvendo os mesmos criminosos”, afirmou.

Até o momento, duas pessoas foram presas em Goiás. Foram apreendidos cinco veículos e outros bens. A Justiça também determinou o bloqueio de bens que pode alcançar o valor de R$ 3 milhões.

Durante as diligências, um homem, esposo de uma integrante da organização, foi detido por posse irregular de arma de fogo. As ações em Goiás ficaram sob a responsabilidade da Polícia Civil local, coordenadas pela Deic/PCGO por meio do delegado Murilo Leal.

Os investigados nessa etapa respondiam por fraude eletrônica, lavagem de capitais e constituição de organização criminosa. Quatro pessoas com mandados de prisão seguem foragidas: o líder da organização, que reside em São Paulo; dois integrantes em Goiás; e um jogador de futebol profissional que atualmente atua no leste europeu.

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