A Prefeitura de Goiânia apresentou ao promotor de Justiça Juliano de Barros Araújo, na tarde desta quarta-feira (28/1), as intervenções realizadas no Aterro Sanitário ao longo de 2025. A reunião detalhou medidas técnicas e operacionais que, segundo a administração, já trazem maior segurança à operação do local.
O representante do Ministério Público de Goiás elogiou a organização mostrada pela equipe municipal e avaliou que houve avanço no primeiro ano da gestão do prefeito. Para Juliano, os próximos passos dependem de aprofundamento e da comprovação documental junto aos órgãos ambientais.
“Parabéns pela organização de vocês. Eu nunca tinha visto essa organização aqui no município de Goiânia”, disse Juliano.
“Em termo de apresentação é algo muito bom, mas precisamos ainda aprofundar em ações que precisam ser feitas e demonstradas. Do que estava sendo feito para hoje já houve um avanço”, frisou o promotor da área ambiental.
“Aterro é uma situação histórica e muito pouco valorizada por todas as gestões que passaram no município”, acrescentou Juliano, ao lembrar que problemas anteriores exigem continuidade nas ações.

O promotor também apontou o caminho para a regularização ambiental: “O que precisamos fazer agora é pegar todos esses documentos, todos esses relatórios, apresentar aos órgãos ambientais próprios para que eles possam analisar todos esses documentos na esfera própria. Eu acredito que estamos no caminho para o licenciamento”, concluiu.
Relatório e melhorias técnicas
Técnicos da prefeitura mostraram ao MP um relatório geotécnico de estabilidade, emitido em novembro de 2025, que aponta fatores de segurança entre 1,8 e 2,5 — acima do mínimo de 1,5 previsto na norma ABNT NBR 11682. A prefeitura afirmou que esses resultados oferecem respaldo técnico e jurídico para a continuidade das operações.
Em janeiro de 2026 entrou em operação a biofábrica para biorremediação do chorume, medida que permite tratamento biológico no próprio aterro e reduz substancialmente a carga poluidora. A administração também contratou serviço terceirizado de monitoramento ambiental e geotécnico; as atividades de campo já começaram e, segundo a prefeitura, os relatórios passarão a ser disponibilizados periodicamente a partir de fevereiro de 2026.
Entre outras ações apresentadas estão o início do reflorestamento do cinturão verde, o aprimoramento da rotina de cobertura mensal dos resíduos e a consolidação de rotinas de drenagem e controle de vetores — medidas que visam reduzir odores, infiltração e riscos à estabilidade da superfície.
Situação atual e próximos passos
A prefeitura defende que o aterro opera com “controle, monitoramento permanente e gestão ativa de riscos”, conforme o próprio documento técnico. O promotor, porém, cobrou a formalização e a entrega imediata dos relatórios às autoridades ambientais para que se avance no processo de licenciamento.
A continuidade das medidas e a comprovação documental serão determinantes para que os órgãos ambientais verifiquem se as melhorias atendem às exigências legais e autorizem o licenciamento definitivo do aterro.
