Goiás ampliou sua presença no comércio exterior em 2025 e consolidou posição entre os principais polos exportadores do Brasil. Levantamento do Centro Internacional de Negócios (CIN), da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), aponta que o Estado registrou crescimento de 9% nas exportações em relação ao ano anterior, alcançando US$ 13,41 bilhões em vendas externas e assumindo a oitava colocação no ranking nacional.
O desempenho resultou em superávit comercial de US$ 8,05 bilhões, valor 20% superior ao verificado em 2024, evidenciando o aumento da competitividade dos produtos goianos no mercado internacional.
Os dados foram compilados a partir de estatísticas da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
O agronegócio permaneceu como principal motor das exportações. A soja em grão liderou a pauta, respondendo por 38,5% do total comercializado, com US$ 5,17 bilhões e alta de 12,8%. O segmento de carnes apresentou a maior expansão proporcional: as carnes bovinas congeladas somaram US$ 1,79 bilhão, crescimento de 21,9%, enquanto cortes específicos de frango registraram aumentos acima de 190%, indicando maior agregação de valor aos embarques.
Rio Verde concentrou cerca de um quarto das exportações estaduais, com US$ 3,4 bilhões
A China manteve a liderança como destino das mercadorias goianas, absorvendo 43% das vendas externas, o equivalente a US$ 5,82 bilhões. Os Estados Unidos ocuparam a segunda posição, com US$ 641,4 milhões, alta de 57%, mesmo com retrações pontuais em produtos como açúcar e vermiculita. Entre os municípios, Rio Verde concentrou cerca de um quarto das exportações estaduais, com US$ 3,4 bilhões.
No fluxo de importações, Goiás registrou destaque para produtos imunológicos, que totalizaram US$ 1,23 bilhão, refletindo a dependência de insumos tecnológicos na área da saúde. O setor automotivo também apresentou mudança de perfil, com crescimento de 116% na entrada de veículos híbridos, sinalizando avanço na modernização da frota.
China, Alemanha e Estados Unidos figuraram como principais origens das compras externas. Juntos, os três países responderam por quase metade do total importado.
Para 2026, o CIN/Fieg projeta expansão mais moderada, entre 3% e 8%, sustentada por ganhos logísticos, exigências sanitárias mais rígidas e diversificação de mercados. A expectativa é que produtos com maior valor agregado e estratégias de gestão de riscos comerciais garantam a continuidade do crescimento do comércio exterior goiano, reforçando o papel do Estado na balança nacional.
