A semana de 9 a 13 de fevereiro terá instabilidade marcada em Goiás, com períodos de sol entre nuvens e pancadas de chuva que podem se intensificar em alguns momentos e evoluir para tempestades com risco de descargas elétricas.
Meteorologistas explicam que a combinação do avanço de uma frente fria pelo Sudeste com a presença de um corredor de umidade sobre o Brasil Central eleva a instabilidade no estado. Esse arranjo favorece a formação de núcleos de chuva rápida e vento forte, especialmente na região centro-sul de Goiás.
O alerta emitido pelas autoridades inclui risco potencial de tempestades localizadas, com possibilidade de rajadas superiores a 50 km/h e volumes pontuais que, em áreas isoladas, podem ultrapassar 50 mm. Diante desse cenário, motoristas e moradores de áreas sujeitas a alagamentos e queda de árvores devem redobrar a atenção.
O Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo) projeta dias com nebulosidade variável, umidade elevada e maior ocorrência de pancadas no período da tarde e à noite. Em áreas urbanas, a tendência é de manhãs mais amenas e tardes de elevação dos termômetros, com acumulados localizados na casa das dezenas de milímetros ao longo do dia.
No interior, os volumes previstos variam conforme a macrorregião: o Centro e o Oeste podem registrar os maiores acumulados, enquanto o Norte e o Leste tendem a ter pancadas de intensidade moderada a forte em pontos isolados. Municípios como Porangatu, Araguapaz, Jataí, Rio Verde e Formosa aparecem nas previsões com estimativas entre 10 mm e 25 mm, podendo haver valores superiores em áreas de convecção mais intensa.
Além do volume de chuva, a instabilidade eleva o risco de transtornos urbanos, como redução de visibilidade nas rodovias, pistas escorregadias, alagamentos pontuais e quedas de energia por descargas elétricas. As autoridades recomendam cautela no trânsito, evitar áreas alagáveis e desligar aparelhos elétricos durante tempestades.
Os órgãos oficiais orientam a população a acompanhar as atualizações dos boletins do Cimehgo e do Inmet, que poderão emitir alertas locais conforme a evolução dos sistemas atmosféricos. Em caso de emergência, acione a defesa civil e os serviços de atendimento municipal.
