A Polícia Civil de Goiás deflagrou, nessa quarta-feira (11/2), a Operação Beleza Sem Filtro para investigar um maquiador de famosos suspeito de desviar quase R$ 300 mil de um salão de beleza em Goiânia. A 1ª Delegacia Distrital de Polícia da capital cumpriu mandados de busca e apreensão contra o profissional e uma ex-funcionária. O alvo principal, de 37 anos, já atendeu diversos artistas conhecidos nacionalmente.
Segundo a investigação, o maquiador teria se apropriado de valores pagos por clientes quando era sócio de um salão de beleza da capital. Os recursos, referentes aos serviços prestados pelo grupo empresarial, foram desviados para a conta pessoal do suspeito. O montante apurado até o momento é de aproximadamente R$ 300 mil.
Contratos, extratos bancários e comprovantes de transferências via Pix foram apresentados à polícia por uma sócia do empreendimento, que figura como vítima. A documentação revela a movimentação atípica e embasa a suspeita de apropriação indébita. A ex-funcionária alvo das buscas teria agido em conluio com o investigado.

O delegado Fernando Alves, responsável pelo caso, afirmou que a investigação começou após a ex-sócia relatar os desvios ocorridos durante o período em que a sociedade esteve vigente. As transferências irregulares teriam ocorrido no primeiro semestre de 2025.
Após o rompimento da sociedade, o maquiador abriu um novo salão em outro endereço, enquanto a antiga sócia permaneceu no estabelecimento original. Foi ela quem comunicou à polícia o prejuízo financeiro sofrido.
Em seu depoimento, o maquiador declarou que retirou valores ao prestar serviços no salão, mas sustentou que as quantias seriam devidas a ele referentes a outro estabelecimento. Diante da versão apresentada, o delegado explicou que as buscas foram fundamentais para esclarecer a natureza dos fatos.
“É preciso entender se isso de fato caracteriza um exercício arbitrário das próprias razões, que ele meio que confessa nessa perspectiva, ou se há o crime mais grave, que é a apropriação indébita no exercício da profissão, ou se o fato é atípico”, explicou o delegado.
Polícia apreende celulares para serem periciados
Durante o cumprimento dos mandados, a polícia apreendeu dispositivos eletrônicos utilizados nas transações bancárias suspeitas. Os aparelhos celulares recolhidos passarão por exames periciais. Até a última atualização desta reportagem, nenhum dos suspeitos havia sido preso.
“Com as buscas agora realizadas, a gente pode entender qual crime que ocorreu ou se de fato é apenas um ilícito civil, um problema de sociedade entre os dois salões de beleza aqui da capital e se restringe por lá”, declarou o delegado.
A Operação Beleza Sem Filtro segue em andamento. O inquérito policial encontra-se em fase de finalização das diligências probatórias. Os nomes do maquiador e da ex-funcionária investigados não foram divulgados.
