Uma operação conjunta da Polícia Civil de Goiás e da Vigilância Sanitária Municipal interditou, nesta quarta-feira (26/2), uma clínica de procedimentos estéticos no Setor Cândida de Morais, em Goiânia. A ação foi realizada após investigação conduzida pela 16ª Delegacia Distrital, que apurou a atuação de uma falsa biomédica no local.
A apuração começou depois que uma biomédica denunciou o uso indevido de seu nome e de seus dados profissionais. Segundo a investigação, a suspeita utilizava essas informações para comprar medicamentos em distribuidoras de produtos estéticos, se passando pela verdadeira profissional. Ela realizou uma compra em nome da verdadeira profissional no valor de quase R$ 200 mil de medicamentos injetáveis como toxina botulínica, preenchimentos e bioestimuladores.

No momento da fiscalização, a investigada não foi localizada na clínica nem compareceu no local. A Vigilância Sanitária apreendeu produtos vencidos e impróprios para uso e constatou que o estabelecimento não possuía alvará de funcionamento nem autorização do Corpo de Bombeiros. A mulher também não tem formação para realizar os procedimentos oferecidos.
Ela deverá responder por falsidade ideológica, falsa identidade, exercício ilegal da profissão e crimes sanitários. As autoridades seguem com as diligências para aprofundar a investigação e apurar outras possíveis irregularidades.
Vítima relata impacto e transtornos
A biomédica Layane Mariana, vítima do uso indevido do nome, comentou o caso nas redes sociais e destacou a gravidade da situação.
“O que mais me indigna em toda essa situação é ver como algumas pessoas acreditam que nunca serão responsabilizadas pelos seus atos”, escreveu.

Ela afirmou que não está em discussão a qualidade dos procedimentos realizados pela falsa profissional: “O ponto é outro, e é muito grave: por qual motivo meus dados profissionais e pessoais foram utilizados sem a minha autorização?”, questionou.
Layane também relatou os prejuízos pessoais e profissionais enfrentados desde que tomou conhecimento do crime.
“Desde sexta-feira, dia 13 de fevereiro, estou totalmente dedicada a resolver as consequências de um crime grave cometido contra mim”, disse.
“O desgaste emocional que estão me causando é enorme e completamente injusto. Eu não precisava estar passando por isso”, completou
