A Polícia Civil de Goiás realizou nesta terça-feira (3/3) a Operação Denim Fraude para localizar e responsabilizar Clévia da Trindade, investigada por aplicar golpe de mais de R$ 1,1 milhão em um comerciante de Goiânia. A suspeita, moradora do Distrito Federal, adquiriu 16.637 peças de jeans em dezembro de 2025 e pagou com cheques que foram devolvidos por divergência de assinatura.
Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em endereços ligados à investigada, nas cidades de Planaltina e Sobradinho. A ação foi realizada pela 11ª e 15ª Delegacias Distritais de Goiânia e pela Delegacia Regional de Formosa, em parceria com a Polícia Civil do Distrito Federal e a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Goiás.
A apuração revela que a mercadoria, avaliada em R$ 1,182 milhão, foi entregue em depósito no Distrito Federal indicado por Clévia. Investigações apontam que o imóvel foi alugado apenas para receber as peças e que outro endereço fornecido como residência pertencia a terceiro alheio à negociação.
Parte das peças foi vendida a preço inferior ao contratado, o que, segundo os investigadores, sustenta a existência de dolo, isto é, intenção de praticar o crime de estelionato.
A vítima detectou a fraude quando os cheques foram devolvidos.
Diante dos fatos, a polícia então representou pela prisão preventiva, pelo sequestro de bens e pelas buscas domiciliares. Em cumprimento às ordens expedidas pela Justiça, foram apreendidas milhares de calças jeans e um veículo Ford Ranger para garantir possível ressarcimento ao comerciante lesado. A investigada não foi localizada na operação.

Clévia foi intimada a depor em momento anterior e compareceu acompanhada de advogados, exercendo o direito de permanecer em silêncio.
A divulgação da identidade e da imagem da suspeita foi feita pelas autoridades diante do interesse público e para facilitar a localização de eventuais outras vítimas e de testemunhas.
As investigações prosseguem e a polícia pede que quem tiver informações sobre o paradeiro de Clévia da Trindade ou sobre outras transações suspeitas entre em contato com as delegacias responsáveis ou pelo telefone 197.
