Hoje é 5 de março de 2026 20:44

PF: morte de ‘Sicário’ de Vorcaro foi filmada sem pontos cegos

Executor de ordens do dono do Banco Master se suicidou dentro da Superintendência da corporação em Belo Horizonte na noite desta quarta-feira
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão chegou a receber atendimento e foi levado ao hospital – oficialmente a morte ainda não foi confirmada // Foto: Reprodução

O sistema de monitoramento da Superintendência da Polícia Federal em Belo Horizonte captou, sem interrupções, toda a permanência de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão na unidade. Conhecido como “Sicário” de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, ele cometeu suicídio na noite desta quarta-feira (4/3) enquanto estava sob custódia. As autoridades ligadas ao caso ainda não confirmaram oficialmente a morte.

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou ao portal g1 que “toda a ação dele e o atendimento pelos policiais estão filmados sem pontos cegos”. As imagens registraram desde a tentativa até o socorro prestado pelos agentes.

Após o ocorrido, a PF instaurou uma sindicância para esclarecer todas as circunstâncias do episódio e comunicou o fato ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF). Todos os vídeos deverão ser entregues à Corte.

Luiz Phillipi foi preso na terceira fase da Operação Compliance Zero, que também resultou na detenção de Daniel Vorcaro e de seu cunhado, Fabiano Zettel. Na decisão que autorizou as medidas, o ministro André Mendonça descreveu Mourão como integrante de um grupo comandado por Vorcaro, conhecido como “A Turma”, que monitorava adversários do banqueiro.

A investigação aponta que Mourão recebia cerca de R$ 1 milhão por mês para atuar na obtenção de informações sigilosas e na neutralização de situações sensíveis aos interesses de Vorcaro, incluindo ordens para agredir desafetos do banqueiro.

De acordo com fontes da Polícia Federal, Luiz Phillipi teria se enforcado usando a própria camiseta. Ao tomarem conhecimento da situação, policiais federais que estavam no local prestaram socorro imediato, iniciando procedimentos de reanimação e acionando o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), conforme nota publicada pela PF de Minas Gerais.

Ele foi reanimado por cerca de 30 minutos pelo Grupo de Pronta Intervenção da PF/MG (GPI) e, com a chegada da equipe médica do Samu, foi levado ao Hospital João XXIII. Apesar do atendimento, não resistiu e teve morte cerebral.

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