Um adolescente de 15 anos, identificado como Pedro Lucas Souza Cardoso, morreu na noite desta última terça-feira (13/10) após ser atingido por um disparo de arma de fogo na cabeça dentro de sua residência, localizada no Setor Vila Mutirão, em Inhumas, na Região Metropolitana de Goiânia.
Conforme as apurações iniciais da Polícia Civil de Goiás (PCGO), outro adolescente da mesma idade estava no imóvel no momento da ocorrência. O jovem apresentou-se espontaneamente na delegacia municipal na manhã desta quarta-feira (14), acompanhado por sua defesa, e sustentou que o tiro ocorreu de forma acidental durante o manuseio de uma arma artesanal do tipo garrucha.
A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros foram acionados para atender à ocorrência sob a expectativa de socorrer a vítima, mas constataram o óbito ainda no local. Uma vizinha relatou às autoridades ter escutado o estampido seguido por passos apressados de alguém deixando a residência logo após a detonação.
Diante dos primeiros levantamentos e de boatos que circularam em redes sociais sobre uma possível prática de roleta-russa, o delegado regional André Fernandes de Almeida esclareceu que a hipótese foi totalmente descartada pela corporação devido às características físicas do armamento:
“Como a arma não possui tambor, a hipótese de roleta-russa foi descartada, pois a arma do tipo garrucha dispara somente um tiro quando é carregada”, explicou o delegado regional.
Em nota oficial, a defesa do adolescente que presenciou o fato detalhou a dinâmica sob o ponto de vista investigativo, afirmando que o objeto foi exibido momentos antes do disparo:
“O adolescente apresentou a arma ao amigo e a apontou para o próprio rosto quando ocorreu o tiro”, destacou a defesa, ressaltando que o jovem está profundamente abalado e que a perícia técnica deverá atestar o caráter acidental da ocorrência.
O caso é apurado pela Polícia Civil por meio de um auto de investigação de ato infracional análogo a homicídio. Peritos do Instituto Médico Legal (IML) e da Polícia Científica realizaram os exames de praxe no local, e a corporação aguarda a conclusão dos laudos periciais para finalizar o procedimento, que tramita sob sigilo por envolver menores de idade.

