Hoje é 29 de fevereiro de 2024 02:51
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Além de comerciante baleado, mulher foi ferida por golpe de cassetete em confusão na 44

Alguns comerciantes da Região da 44 conversaram com o Portal NOTÍCIAS GOIÁS e ressaltaram a preocupação com as vendas durante o prazo para reabrir as lojas

A vendedora Aline também foi agredida com um cassetete durante a confusão que aconteceu na Região da 44, nesta quinta-feira (18/5). A ação de fiscalização da Guarda Civil Metropolitana (GCM) resultou em pancadaria. Um agente que estava de folga também atingiu um comerciante por um disparo.

A cápsula de nove milímetros perfurou a perna do homem que estava no shopping Estrela de Davi, na Região da 44.

O homem foi socorrido consciente pelo Corpo de Bombeiros e levado para o Hospital Estadual de Urgências de Goiás Dr. Valdemiro Cruz (Hugo). 

A mulher que foi agredida por um cassetete também precisou ir ao hospital porque o objeto atingiu um cisto localizado em sua lombar. 

“Eu tava simplesmente saindo de uma loja para ir para outra quando ele estava passando na hora da confusão e acabou me acertando. Quando eles me acertaram, pegou no meu cisto na minha lombar. No momento senti muita dor”, disse Aline.

Ela também ressaltou que não brigou com nenhum guarda municipal.

“Em momento algum eu briguei com guarda municipal, não entrei em confusão até porque eu não entendi nem o que estava conhecendo. Agora estou bem melhor, graças a Deus, já estou em casa de repouso”, concluiu a vendedora.

GCM afirmou que confusão começou porque comerciantes tentaram impedir a fiscalização

De acordo com a GCM, a confusão começou porque os comerciantes tentaram impedir a ação. O órgão informou que um agente foi apedrejado e ficou ferido no rosto. O nome dele não foi divulgado.

O comandante da GCM Paranhos disse que o agente que efetuou o disparo já foi identificado.

“Ontem nós até identificamos o agente da nossa instituição, o mesmo já foi ouvido na corregedoria, o armamento do mesmo foi recolhido para fazer apuração dentro do processo administrativo que foi aberto”, explicou o comandante Paranhos.

Paranhos também reiterou que o agente estava afastado das suas funções por atestado médico. 

“Segundo a oitiva que foi tomada pelo nosso corregedor, ele estava ali fazendo compras na região da 44. É importante citar que ele estava afastado das suas funções laborais por atestado médico. Ele agiu ali sem um consentimento e sem o ordenamento do comandante daquela operação e do comandante que vos fala”, finalizou Paranhos.

Durante a ação, os guardas acompanhavam as equipes da Superintendência de Proteção aos Direitos do Consumidor (Procon Goiânia) e da Secretaria Municipal de Planejamento e Urbanismo (Seplam). De acordo com a GCM, a fiscalização buscava identificar mercadorias falsificadas na Região da 44.

Comerciantes ficam preocupados com as vendas após o fechamento das lojas

Alguns comerciantes da Região da 44 conversaram com o Portal NOTÍCIAS GOIÁS, mas preferiram não revelar identidade. Eles ressaltaram a preocupação com as vendas durante o prazo para reabrir as lojas.

“Vai interferir bastante porque cliente para loja com a loja fechada. Como a gente ganha por dia, não tem salário fixo, prejudica bastante. A gente depende disso aqui. Até quando a gente vai passar por isso?”, indagou um comerciante.

“As pessoas deviam compreender mais a gente, vê o nosso lado também. Trabalhamos das sete da manhã às seis da tarde, ai chega um policial a paisana, fala que não é polícia e quer tomar a mercadoria da loja sem mandado, sem nada”, desabafou outro dono de uma das lojas.

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