Hoje é 5 de março de 2026 20:46

André Rocha representa a CNI em Fórum Empresarial na Índia

Em Nova Délhi, presidente da Fieg aponta entraves tarifários, cobra modernização do pacto Mercosul–Índia e destaca oportunidades em tecnologia, energia e cadeias produtivas
A missão empresarial acompanhou a visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Índia e reuniu representantes do governo federal e de instituições estratégicas, como a ApexBrasil, o Banco do Brasil e a federação indiana Federação das Câmaras de Comércio e Indústria da Índia // Foto: Divulgação

O avanço das relações comerciais entre Brasil e Índia ganhou destaque durante o Fórum Empresarial realizado em Nova Délhi, com a participação de autoridades governamentais e lideranças do setor produtivo. Representando a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), André Rocha, afirmou que o intercâmbio econômico entre os dois países quase triplicou na última década, mas ainda há potencial significativo a ser explorado por meio da ampliação do acordo comercial bilateral.

Segundo dados apresentados no encontro, a corrente de comércio saltou de US$ 5,6 bilhões em 2016 para US$ 15,2 bilhões em 2025. Atualmente, a Índia é o quinto maior parceiro comercial do Brasil e o segundo na Ásia. Apesar do crescimento, Rocha ressaltou que o acordo preferencial firmado entre o Mercosul e o país asiático contempla apenas 16,8% das trocas, o que limita a redução de tarifas e a eliminação de barreiras regulatórias.

“O potencial da parceria é muito maior do que o observado até o momento. Precisamos aprofundar o diálogo e construir instrumentos que facilitem negócios e investimentos de longo prazo”, defendeu o dirigente, ao destacar a complementaridade entre as duas economias, especialmente nos setores industrial, tecnológico e energético.

A missão empresarial acompanhou a visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Índia e reuniu representantes do governo federal e de instituições estratégicas, como a ApexBrasil, o Banco do Brasil e a federação indiana Federação das Câmaras de Comércio e Indústria da Índia. Também participaram o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e autoridades do comércio exterior indiano.

Foto: Divulgação

Entre as prioridades apresentadas pela indústria brasileira estão o fortalecimento das cadeias produtivas, parcerias em inovação e transformação digital, cooperação em minerais críticos, transição energética, biocombustíveis, saúde, biotecnologia, agricultura e formação de mão de obra especializada. A expectativa é que memorandos de entendimento assinados durante o fórum resultem em projetos concretos de investimento e transferência de tecnologia.

Para o setor industrial, a aproximação com a Índia integra a estratégia de diversificação de mercados e de inserção internacional em um cenário de reorganização das cadeias globais de produção. A avaliação é que acordos mais amplos e modernos podem ampliar a competitividade das empresas brasileiras e gerar novas oportunidades de negócios, especialmente para estados com perfil exportador, como Goiás.

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