A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em conjunto com órgãos de saúde de Goiás e de Valparaíso de Goiás, determinou a retirada de circulação de um lote falsificado do medicamento Dysport, utilizado em procedimentos estéticos e terapêuticos com toxina botulínica. A orientação foi repassada à Vigilância Sanitária municipal e à Secretaria Municipal de Saúde, que iniciaram as medidas de fiscalização no município.
O produto sob suspeita é identificado pelo lote P22686 (COMP-007736), com concentração de 500 U e validade indicada para março de 2028. O Dysport original é registrado em nome da Beaufour Ipsen Farmacêutica Ltda., sob o número 1.6977.0001.001-3. A determinação sanitária prevê que unidades encontradas sejam localizadas, apreendidas e inutilizadas.
A orientação é destinada principalmente a clínicas, consultórios, profissionais de saúde e estabelecimentos que realizam procedimentos estéticos ou terapêuticos. Caso o lote seja identificado, o produto não deve ser utilizado. As autoridades recomendam ainda a conferência da embalagem, rótulos, identificação do fabricante, documentação fiscal, selos de segurança e procedência dos distribuidores antes da utilização de medicamentos e produtos destinados a procedimentos.
A preocupação das autoridades está relacionada aos riscos associados à utilização de produtos falsificados, cuja composição, origem, armazenamento e condições de fabricação não podem ser assegurados. A Vigilância Sanitária de Valparaíso orienta que profissionais que tenham adquirido o produto recentemente e ainda não tenham realizado sua aplicação interrompam o uso e comuniquem imediatamente o órgão municipal.
A população também deve procurar informações sobre os produtos utilizados em procedimentos que envolvam toxina botulínica e comunicar eventuais suspeitas às autoridades sanitárias. Em Valparaíso de Goiás, denúncias, dúvidas e notificações podem ser encaminhadas à Vigilância Sanitária pelo e-mail vigilanciasanitaria@valparaisodegoias.go.gov.br ou pelo telefone (61) 98350-1885.
A medida reforça a fiscalização sobre produtos de saúde irregulares e a necessidade de verificar a procedência dos medicamentos antes de sua utilização.

