Hoje é 9 de março de 2026 14:43

Caiado prioriza segurança pública no discurso presidencial

Em encontro com Ratinho Jr. e Eduardo Leite, governador defendeu autonomia dos entes federados e disse que “Estado não se ajoelha para o crime”
Caiado durante encontro promovido pelo PSD em São Paulo: “Não é possível ter território ocupado por faccionado” // Fotos: Divulgação

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), reforçou a segurança pública como eixo central de uma eventual candidatura à Presidência da República. Durante encontro na sexta-feira (6/3) promovido pelo PSD em Sorocaba (SP), ele defendeu mais autoridade para estados no combate ao crime organizado e criticou o avanço das facções.

O debate reuniu também os governadores Ratinho Júnior (Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), com participação do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. O encontro foi mediado pelo jornalista Fernando Rodrigues, do jornal online Poder360, e reuniu lideranças políticas e empresariais.

“Essa vontade já vem de longo tempo”, afirmou Caiado ao comentar sua intenção de disputar o Palácio do Planalto.

O governador cumpre o segundo mandato consecutivo em Goiás e, por impedimento constitucional, não poderá concorrer novamente ao cargo em 2026. No estado, seu candidato será o vice-governador Daniel Vilela (MDB). Para viabilizar o projeto presidencial, Caiado anunciou recentemente a saída do União Brasil e filiação ao PSD, embora a mudança ainda não tenha sido oficializada na Justiça Eleitoral.

Durante o debate, Caiado voltou a enfatizar que segurança pública é condição para governabilidade e defendeu o fortalecimento das competências estaduais no enfrentamento ao crime organizado.

“Não é possível ter território ocupado por faccionado”, disse.

“Estado não se ajoelha para o crime”, acrescentou ao defender mais autonomia aos governadores para conduzir políticas de segurança.

Na avaliação do governador, ampliar as prerrogativas dos estados significa recuperar o espírito federativo previsto na Constituição de 1988 e permitir respostas mais adequadas às realidades locais.

No campo econômico, Caiado fez críticas ao que classificou como propostas populistas e alertou para riscos fiscais de medidas sem planejamento orçamentário.

“Nós precisamos de ouvir pessoas capazes, consistentes, que conhecem de toda essa economia nacional”, afirmou ao defender decisões baseadas em análise técnica.

O Brasil tem que sair desse divisionismo’

Caiado também criticou a concentração de decisões em Brasília e reforçou a defesa de maior protagonismo para estados e municípios, especialmente nas áreas de saúde e segurança.

“O Brasil tem que sair desse divisionismo”, disse ao defender um modelo federativo mais equilibrado.

Ao encerrar a participação, o governador defendeu investimento em ciência, pesquisa e inovação tecnológica como parte de um projeto nacional de desenvolvimento.

“Eu sou um homem que acredito na ciência”, afirmou, acrescentando que pretende levar ao debate nacional experiência administrativa e planejamento de longo prazo.

Ao tratar de privatizações, o governador afirmou que a venda de estatais não deve ser adotada como solução automática e que cada caso exige avaliação regional e social.

“A privatização não pode ser um diagnóstico genérico”, observou.

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