Hoje é 6 de março de 2026 16:57

Caiado propõe pacto da direita para as eleições em 2026

Em Barretos, ao lado dos presidenciáveis Tarcísio e Zema, governador de Goiás, defendeu uma ampla aliança da direita em um eventual segundo turno
Governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), durante discurso na Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos (SP), onde defendeu a união da direita em um eventual segundo turno nas eleições presidenciais de 2026. // Foto: Júnior Guimarães

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), voltou a marcar posição no cenário nacional ao defender, neste sábado (23/8), durante a tradicional Festa do Peão de Barretos (SP), que a direita brasileira lance múltiplas candidaturas à Presidência da República em 2026. Para ele, a diversidade de nomes fortalecerá o campo político conservador e garantirá um segundo turno competitivo contra o Partido dos Trabalhadores (PT).

Primeiro a oficializar sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto, Caiado ressaltou que a disputa interna não significa divisão. “Temos um pacto. Todos são governadores experientes. Aquele que chegar lá vai saber, com a competência que tem, botar ordem no Brasil. Nosso compromisso é claro: todos saem candidatos agora, mas, no segundo turno, estaremos unidos para devolver o país aos brasileiros de bem”, afirmou.

O evento contou também com a presença dos governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, e Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais — ambos cotados para concorrer ao cargo.

A fala de Caiado foi endossada por Tarcísio, que destacou a qualidade das lideranças de direita no país: “Tenho certeza de que a direita tem excelentes nomes para o Brasil”, disse, elogiando ainda a gestão do colega goiano, a quem chamou de “grande gestor” pela recuperação financeira e administrativa de Goiás.

Em entrevista, Caiado reforçou que seu objetivo central é “recolocar o Brasil na rota do desenvolvimento”, com foco no fortalecimento democrático e no combate à criminalidade.

“Agora é trabalhar muito e, daqui a 14 meses, teremos o resultado de tirar o PT do comando e trazer quem realmente saiba governar e que possa expulsar os bandidos do Brasil”, declarou.

O posicionamento do líder goiano amplia o debate sobre a sucessão presidencial e evidencia a estratégia de setores da direita em testar diferentes candidaturas, evitando a concentração em um único nome no primeiro turno.

Para analistas políticos, a movimentação antecipa um cenário de forte articulação entre União Brasil, Republicanos e Novo, que, mesmo com diferenças ideológicas, podem construir uma frente unificada em um eventual segundo turno das eleições.

Quer receber nossas notícias em seu whatsapp?

Compartilhar em:

Notícias em alta