A transição no comando do Governo de Goiás entre Ronaldo Caiado (PSD) e Daniel Vilela (MDB) não alterou o ritmo de cobrança por resultados dentro da gestão estadual. A avaliação é do secretário estadual da Retomada, César Moura, que detalhou o atual cenário administrativo em entrevista ao podcast Domingos Conversa.
Questionado sobre o impacto da chegada de Daniel Vilela ao Palácio das Esmeraldas, o secretário reconheceu que os dois gestores possuem estilos distintos, mas destacou que as diretrizes essenciais continuam as mesmas.
“É difícil falar, são dois perfis diferentes. O perfil pessoal de cada um, cada um tem um jeito de agir. Mas o principal é a preocupação com as entregas: a cobrança é a mesma”, afirmou ao jornalista Domingos Ketelbey.
Segundo Moura, as diferenças de temperamento não interferem no cumprimento das metas governamentais nem na condução das políticas públicas essenciais.
“A gente tem diferença de pessoas, de perfil, de temperamento, mas o olhar e o compromisso com segurança, com educação, com recurso público, é o mesmo. Então por isso que é um discurso de continuidade: os projetos estão contínuos, os projetos sociais”, disse.
À frente da Retomada desde sua criação em 2020, em meio à pandemia, Moura liderou a pasta inicialmente focada em recuperação econômica, empregos e crédito. Com o tempo, a secretaria expandiu sua atuação para frentes como qualificação profissional, economia criativa, artesanato, desenvolvimento regional e apoio a grandes eventos estaduais.
‘É só Goiás que tem Crédito Social’
Durante a entrevista (disponível aqui), o secretário defendeu o modelo social goiano e usou o programa Crédito Social para ilustrar como o Estado consegue apoiar os cidadãos mais vulneráveis e, ao mesmo tempo, injetar recursos no comércio de proximidade.
“É só Goiás que tem Crédito Social. A pessoa que está em extrema vulnerabilidade faz um curso de capacitação profissional e ganha até R$ 5 mil para montar um pequeno negócio”, afirmou.
O desenho técnico do programa foi planejado especificamente para descentralizar o investimento, garantindo que o dinheiro circule na comunidade do próprio beneficiário.
“Esse recurso só pode ser gasto no bairro ou na cidade onde ela mora. Ela recebe um cartãozinho. Fiz um curso de corte e costura, vou comprar uma máquina de costura: tem que comprar na cidade”, exemplifica.
Para o chefe da pasta, essa engrenagem permite que uma única política pública cumpra um duplo papel social e econômico, fortalecendo a base produtiva dos municípios.
“É um benefício para quem está em vulnerabilidade e um benefício para quem está no comércio local”, disse.
Ao final, César Moura reforçou que Daniel Vilela mantém uma cobrança rigorosa sobre a agenda da Retomada, monitorando de perto desde as ações de emprego até a organização de grandes eventos.
“Os projetos estão contínuos”, resumiu.

