Hoje é 19 de outubro de 2026 09:04

PM alega legítima defesa em chacina por dívida de R$ 250 mil em Formosa

Investigados se apresentaram à Polícia Civil após execução de quatro homens; em vídeo, policial da reserva afirma que reagiu a tiros
Investigado por homicídio em Formosa, o sargento aposentado depôs no Grupo de Investigação de Homicídios e responde em liberdade enquanto polícia apura suspeita de emboscada // Foto: Reprodução

O sargento aposentado da Polícia Militar de Goiás Matusalém Silveiro da Silva apresentou-se à Polícia Civil acompanhado do filho e de um “irmão de criação”. Os três são suspeitos de participação na chacina que deixou quatro mortos na última terça-feira (11/8), no Setor Parque Lago, em Formosa, cidade goiana do Entorno do Distrito Federal. A motivação do crime seria a cobrança de uma dívida de R$ 250 mil referente à negociação de um caminhão prancha.

Antes de comparecer à sede do Grupo de Investigações de Homicídios (GIH), Matusalém divulgou um vídeo nas redes sociais alegando ter agido para se defender de uma suposta perseguição.

“Meu filho ligou dizendo que estava sendo seguido por homens de São Paulo e chegou em casa desesperado. Logo em seguida meu irmão de criação também apareceu, e, atrás dele, a camionete. Quando eu saí na porta, alguém atirou, a munição passou bem perto da minha cabeça, então eu apenas reagi”, afirmou o sargento da reserva.

Após prestarem depoimento durante a madrugada de quinta-feira (13), os três investigados foram liberados para responder ao processo em liberdade, uma vez que não havia mandados de prisão em aberto até o momento.

Investigação apura tese de emboscada

A versão da defesa confronta os indícios reunidos pela investigação. O delegado José Antônio Sena não descarta a hipótese de emboscada. Imagens de câmeras de segurança de um comércio local mostram que os ocupantes da caminhonete VW Amarok foram recebidos a tiros antes mesmo de estacionarem.

A polícia também apura se a pistola encontrada ao lado de uma das vítimas realmente pertencia a ela ou se teria sido colocada no local após as mortes para simular um confronto.

As vítimas foram identificadas como Luís Antônio Rodrigues (58 anos), Gustavo Fernandes Graças (30 anos), André Luiz Ferreira Silva (41 anos) e Gustavo Aurélio Miguel (31 anos). Dois deles moravam em São Paulo e pertenciam a uma comunidade cigana, enquanto os outros dois residiam em São João d’Aliança, no Nordeste goiano.

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