Hoje é 14 de março de 2026 12:31

Confiança da indústria em Goiás cai para 43,5 pontos em março, aponta Fieg

Indicador recua dois pontos em relação a fevereiro, quando marcou 45,5, e permanece abaixo da linha de confiança pelo terceiro mês do ano
O Indicador de Expectativas marcou 45,7 pontos, sugerindo percepção menos pessimista em relação aos próximos meses, embora ainda abaixo do nível considerado de confiança // Foto: Divulgação/Fieg

A confiança do empresário industrial em Goiás voltou a recuar em março. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei Goiás), calculado pela Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), registrou 43,5 pontos, queda de dois pontos em relação a fevereiro, quando marcou 45,5. O resultado mantém o indicador abaixo da linha de 50 pontos, patamar que separa confiança de falta de confiança no setor.

Divulgados nesta sexta-feira (13/03) pela área técnica da Fieg, os dados indicam um ambiente ainda marcado por cautela entre os industriais. Em março, o Indicador de Condições Atuais ficou em 39,3 pontos, refletindo avaliação mais negativa sobre a situação presente da economia e das empresas.

Já o Indicador de Expectativas marcou 45,7 pontos, sugerindo percepção menos pessimista em relação aos próximos meses, embora ainda abaixo do nível considerado de confiança.

No acumulado do primeiro trimestre de 2026, o Icei mostra comportamento oscilante. O índice começou o ano em 43,2 pontos em janeiro, avançou para 45,5 em fevereiro e voltou a cair em março, reforçando a percepção de um cenário econômico ainda incerto para a indústria goiana.

Para o assessor econômico da Fieg, Cláudio Henrique Oliveira, os números refletem a postura cautelosa do setor diante do atual ambiente econômico.

“O empresário industrial continua avaliando o momento atual com maior preocupação. Ao mesmo tempo, as expectativas permanecem um pouco melhores que as condições presentes, o que indica esperança de melhora no curto prazo. Ainda assim, o setor mantém postura prudente diante das incertezas econômicas e do ambiente de negócios”, afirma.

Segundo a análise técnica da entidade, o distanciamento entre os indicadores de condições atuais e de expectativas mostra que a indústria ainda percebe fragilidade na atividade econômica, mesmo mantendo perspectivas moderadamente mais favoráveis para os próximos seis meses.

Cenário nacional

O desempenho observado em Goiás acompanha a tendência nacional. Levantamento divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que o Icei brasileiro voltou a recuar, completando 15 meses consecutivos sem registrar confiança, com o indicador abaixo da marca de 50 pontos.

De acordo com a CNI, fatores como atividade econômica moderada, custos elevados e incertezas no ambiente de negócios continuam influenciando as decisões de investimento e produção da indústria.

Como funciona o indicador

O Índice de Confiança do Empresário Industrial varia de 0 a 100 pontos. Resultados acima de 50 indicam confiança, enquanto valores abaixo desse patamar apontam falta de confiança entre os empresários.

O índice é formado por dois subindicadores: o de Condições Atuais, que avalia a situação da economia e das empresas nos últimos seis meses, e o de Expectativas, que mede a percepção dos industriais sobre o desempenho esperado para os próximos seis meses.

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