Hoje é 19 de outubro de 2026 22:25

Daniel Vilela amplia apoio a motoristas por aplicativo com crédito e novas propostas

Presidente da CoopGO, Marcelo Conrado, destaca parceria com o governo estadual e afirma que medidas para aquisição de veículos elétricos e híbridos tiraram trabalhadores da “invisibilidade”
“O cooperativismo é uma grande alternativa para encontrar soluções para problemas diários do cidadão e da vida em sociedade”, afirmou o governador durante o encontro // Foto: Reprodução

O apoio do Governo de Goiás aos motoristas e motociclistas que trabalham por aplicativo ganhou novas projeções durante encontro da categoria com o governador e candidato à reeleição Daniel Vilela (MDB), nesta quinta-feira (3/8), em Goiânia. Além de destacar medidas já adotadas para ampliar o acesso a crédito, o governador apresentou a possibilidade de estabelecer novas parcerias com a Cooperativa de Motoristas do Transporte Remunerado Privado Individual de Passageiros (CoopGO) para gerar renda aos profissionais e, ao mesmo tempo, reduzir custos de serviços públicos.

Durante o encontro, o presidente da CoopGO, Marcelo Conrado, classificou como inédita a atuação do governo estadual em relação aos trabalhadores por aplicativo. Segundo ele, a categoria passou a ser considerada não apenas pelo aspecto econômico da atividade, mas também pelas condições enfrentadas pelos profissionais.

“Pela primeira vez, um governo do Estado enxergou esse trabalhador por aplicativo não como um número. Enxergou como um cidadão que precisa ser tirado da invisibilidade”, afirmou Conrado.

Entre as iniciativas destacadas está a linha de crédito destinada à aquisição de veículos elétricos e híbridos. A operação reúne CoopGO, Governo de Goiás, GoiásFomento, Garantir Goiás e instituições financeiras cooperativas e, segundo a cooperativa, também contempla trabalhadores negativados.

A substituição dos veículos movidos a combustão por modelos elétricos ou híbridos pode reduzir de forma significativa os gastos mensais dos profissionais. Conforme os dados apresentados pela CoopGO, o custo operacional pode cair de aproximadamente R$ 5,5 mil para R$ 2,5 mil por mês. A diferença, de cerca de R$ 3 mil, representa uma margem maior para a renda do trabalhador.

Conrado também destacou que o modelo cooperativista pode ampliar esse resultado ao reduzir a parcela dos recursos que deixa o Estado por meio das plataformas tradicionais.

A CoopGO trabalha ainda com um aplicativo próprio, desenvolvido com apoio de instituições parceiras, cuja proposta é colocar os motoristas em uma posição de maior participação na operação.

Presidente da CoopGO, Marcelo Conrado // Foto: Reprodução

“Esse aplicativo traz um preço justo para o trabalhador, e esse recurso que antes ia para fora fica aqui no Estado. Estamos falando de bilhões”, afirmou o presidente da cooperativa. Segundo ele, a circulação de uma parcela maior desses recursos dentro de Goiás pode beneficiar também o comércio e a arrecadação estadual.

Daniel Vilela defendeu a ampliação dessa relação entre poder público e cooperativismo. Para o governador, a estrutura já existente nas cooperativas pode ser utilizada na criação de soluções para demandas do próprio Estado.

“O cooperativismo é uma grande alternativa para encontrar soluções para problemas diários do cidadão e da vida em sociedade”, afirmou.

Uma das possibilidades apresentadas por Daniel é a utilização da rede de motoristas da CoopGO para a entrega de medicamentos de alto custo a pacientes atendidos pela rede estadual. A proposta ainda depende de estudos, mas, segundo o governador, poderia substituir modelos de transporte mais caros e, simultaneamente, criar uma nova fonte de remuneração para os cooperados.

Foto: Reprodução

“Já existem alguns estados que fazem essa entrega, mas são valores exorbitantes. Mas, se temos a CoopGO que já está nas ruas, é uma solução mais barata e que vai gerar renda”, explicou.

A proposta se insere em uma estratégia mais ampla defendida por Daniel Vilela de aproximar o poder público de trabalhadores organizados em modelos cooperativos. A intenção, segundo ele, é aproveitar a estrutura e a experiência dos profissionais para atender demandas que já fazem parte da rotina do Estado.

O encontro contou ainda com a participação do presidente do Sistema OCB/GO, Luís Alberto Pereira, e do presidente do MDB Goiás, Haroldo Naves.

Para a CoopGO, o conjunto de medidas representa uma mudança na relação institucional com os trabalhadores por aplicativo. Para o governo, a ampliação das parcerias pode transformar estruturas já existentes em instrumentos para reduzir despesas públicas e criar novas oportunidades de renda.

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