O desabamento da rampa que deixou cerca de 40 feridos no festival de rap está sendo tratado pela Polícia Civil como lesão corporal culposa. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (13/7), durante coletiva de imprensa na Delegacia Estadual de Investigações Criminais.
Segundo o delegado responsável pelo caso, Thiago Martiniano, até o momento 28 vitimas foram identificadas, delas, apenas oito foram ouvidas, além de pessoas ligadas à segurança e organização do evento, que aconteceu no último domingo (9/7).
Ainda conforme o investigador, até o final do inquérito policial, o número de vítimas deve passar de 40.
Martiniano contou que em depoimento as vítimas afirmaram que a rampa estava muito cheia no momento em que cedeu. As falas dos seguranças e prestadores de serviço do evento também confirmam a hipótese de superlotação.
“Eles informaram que perderam o controle da quantidade de pessoas na rampa”, disse.
O delegado ainda afirmou que o caso não se trata de um acidente e que o caso é investigado como lesão corporal culposa.
“Não é um acidente. A estrutura não poderia cair. Um acidente é algo que não se tem controle. Na verdade, a estrutura estava ali, não podia cair.
Alguém falhou: seja a montagem, seja a organização, alguém falhou, e é isso que temos que apurar”, disse o delegado.