A Polícia Civil de Goiás prendeu preventivamente, na manhã desta segunda-feira (28/9), o corretor e empresário Roger Kogi Tabata, proprietário de uma imobiliária, suspeito de articular um esquema de estelionatos na capital e no interior do Estado. Deflagrada pela 4ª Delegacia Distrital de Polícia (4ª DDP) de Goiânia, a Operação Broker Scammer apura prejuízo estimado em mais de R$ 1,1 milhão causados a pelo menos seis vítimas identificadas até o momento.
Além da ordem de prisão temporária/preventiva expedida pela 6ª Vara de Garantias de Goiás, os agentes cumpriram três mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e comerciais ligados ao investigado. O objetivo é apreender contratos, computadores e documentos financeiros para confrontar as movimentações das locações e verificar a dimensão total das transações fraudulentas.
As investigações começaram há cerca de três meses, quando um proprietário procurou a delegacia para relatar irregularidades na gestão do seu imóvel alugado. A partir dessa primeira denúncia, os policiais cruzaram dados de inteligência e identificaram uma prática recorrente e estruturada, que ultrapassava ocorrências isoladas e atingia contratos em Goiânia e Anápolis.
Especializado na intermediação e gestão de imóveis de alto padrão, o corretor aproveitava o acesso privilegiado às rotinas administrativas e ao sistema de gestão da própria imobiliária para aplicar diferentes modalidades de fraude. Em alguns casos, ele manipulava a situação dos lotes e terrenos no sistema interno, fazendo com que unidades à venda aparecessem falsamente como negociadas para ocultar valores.
De acordo com o delegado William Bretz, responsável pela investigação, o empresário retinha integralmente os repasses mensais de aluguéis que deveriam ir para os proprietários, além de exigir dos inquilinos a antecipação de recebíveis e o pagamento de garantias contratuais inexistentes — recursos que eram sumariamente desviados.
A Polícia Civil alerta que a operação continua em andamento e a análise do material apreendido nas buscas deve revelar se há outras pessoas lesadas pelo mesmo modelo de negociação. Roger Kogi Tabata segue preso e à disposição do Poder Judiciário. O espaço permanece aberto para a manifestação da defesa do suspeito.

