Hoje é 6 de março de 2026 05:25

Esquema de empresas de fachada pode ter sonegado R$ 40 milhões em Goiás

Investigação aponta que grupo usava empresas conhecidas como “noteiras”, para emitir notas fiscais fraudulentas e ocultar recolhimento de tributos
Operação foi realizada da Polícia Civil e Receita Estadual em Goiânia e Uruana; foram presos dono de atacadista, contador e “laranja” // Fotos: PCGO e Sec. Economia

Um esquema milionário de sonegação fiscal utilizou empresas de fachada para ocultar o recolhimento de tributos em Goiás. O prejuízo estimado para os cofres públicos pode chegar a R$ 40 milhões em impostos e multas. A fraude foi praticada ao longo de cinco anos.

A operação Straw Man (Espantalho) desarticulou o grupo nesta terça-feira (26/8). Empresas “noteiras” que emitiam notas fiscais fraudulentas movimentaram cerca de R$ 250 milhões no período.

A ação foi resultado de trabalho conjunto da Secretaria da Economia, por meio da Receita Estadual, da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes contra a Ordem Tributária (DOT) e do Ministério Público de Goiás.

Operação Straw Man (Espantalho) também apreendeu objetos e bens em seis endereços, em Goiânia e Uruana

Foram presos o proprietário de uma distribuidora atacadista de materiais de construção, um técnico em contabilidade e um sócio “laranja”. Houve buscas e apreensões em seis endereços, em Goiânia e Uruana. As investigações tiveram como base informações da Gerência de Inteligência Fiscal.

Uma das empresas registradas em nome de um trabalhador rural acumula débito de R$ 17 milhões já inscritos em dívida ativa. O mesmo indivíduo figura como sócio em outras oito companhias.

“Identificamos faturamento de R$ 250 milhões em cinco anos, com dívidas já inscritas de R$ 17 milhões. Com o avanço das apurações, esse valor pode chegar a R$ 40 milhões em impostos e multas”, explica o auditor fiscal Wagner Machado, supervisor da Delegacia Regional de Fiscalização de Goiânia.

O delegado Bruno Silva afirmou que as investigações comprovaram que o contador e o empresário estavam associados para utilizar um trabalhador rural como laranja, registrando pelo menos nove empresas de fachada.

“Reunimos provas documentais e patrimoniais que demonstram a sonegação milionária e a ocultação de bens”, disse.

Um dos estabelecimentos alvo de buscas e apreensões durante a operação policial

As apurações revelam que o atacadista estava cadastrado no Simples Nacional, como empresa de pequeno porte. Mas utilizava o grupo de noteiras para emitir notas fiscais fictícias e omitir o real faturamento.

O superintendente de Fiscalização Regionalizada (em exercício), Montaigne Mariano de Brito assinalou que as provas colhidas pelo Fisco e pela Polícia Civil, com autorização judicial, “robustecem as suspeitas sobre as fraudes praticadas pela empresa principal que responsabilizou terceiros para suportar as atuações fiscais”.

Os investigados podem responder por crimes de associação criminosa, falsidades ideológicas, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro.

Golpistas presos no Rio atuavam em agências bancárias de Goiás

A Polícia Civil de Goiás (PCGO) prendeu dois golpistas no Rio de Janeiro. Eles atuavam em agências bancárias de Goiás. Os alvos eram clientes que realizavam saques ou movimentações financeiras.

Os mandados de prisão contra Samuel Cordeiro Vicente e Matheus Silva Pizani foram cumpridos nesta terça-feira (26/8). A ação foi conjunta entre a PCGO e a polícia do Rio de Janeiro. A ordem de prisão preventiva havia sido expedida pela Justiça de Goiás em janeiro.

A investigação começou após a Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic) identificar uma associação criminosa. O grupo agia em Goiânia e em outros estados. Os criminosos usavam documentos falsos e artifícios fraudulentos para cometer furtos dentro das agências.

Em Goiânia, três ações criminosas foram comprovadas. Elas ocorreram em 10 de maio, 7 de junho e 10 de julho de 2023. Um trabalho investigativo minucioso reuniu provas da materialidade e autoria dos crimes. O vínculo associativo entre os envolvidos foi claramente comprovado.

No Rio de Janeiro, os dois foram presos em flagrante pela prática dos mesmos crimes. Em Goiás, eles respondem por furto qualificado e associação criminosa. No Rio, foram autuados por associação criminosa, furto mediante fraude e uso de documento falso.

Após a prisão, os acusados foram recolhidos ao sistema prisional. Eles permanecem à disposição da Justiça. A divulgação dos nomes foi autorizada com base em lei específica, com objetivo é permitir a identificação de novas vítimas.

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