Hoje é 29 de fevereiro de 2024 01:48
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‘Expo Fecomércio chega para reforçar a qualidade do comércio de Goiás’, afirma Marcelo Baiocchi

Presidente da federação lançou a 1ª Expo Fecomércio – feira que será realizada entre os dias 17 e 19 de outubro, no Centro de Convenções; evento teve palestra do economista e ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega

A 1ª Expo Fecomércio Goiás, que será realizada entre os dias 17 e 19 de outubro no Centro de Convenções de Goiânia, chega para reforçar a qualidade dos empreendedores e dos trabalhadores do comércio no Estado. A afirmação é do presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Goiás (Fecomércio-GO), Marcelo Baiocchi, durante lançamento do evento, nesta terça-feira (16/5), no Sesc Cidadania. A apresentação da programação foi marcada por palestra do ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega sobre perspectivas da economia do Brasil.

“A Expo Fecomércio vai reunir os 33 sindicatos para divulgar os produtos dos nossos associados. Decidimos fazer um evento único, que reúna todos os segmentos, justamente com o objetivo de mostrar a qualidade e a variedade dos produtos que o setor do comércio de bens, serviços e turismo tem para oferecer, tanto para o consumidor final quanto para os próprios empresários”, disse Marcelo Baiocchi.

“A Expo Fecomércio vai mostrar toda a força e toda a qualidade do comércio de Goiás”, afirmou.

O evento de abertura teve a participação dos representantes do Fórum de Entidades Empresariais de Goiás (FEE), do governo estadual, Assembleia Legislativa, Prefeitura e Câmara de Goiânia e de municípios.

Os diferentes segmentos representados pelos 33 sindicatos filiados à Fecomércio-GO estarão na 1ª Expo Fecomércio, entre eles tecnologia e inovação, gastronomia e alimentação, turismo, varejo, segurança e seus fornecedores, imobiliário e materiais de construção.

“A Expo Fecomércio vai reforçar a prioridade desta gestão na promoção de nossos sindicatos e as empresas e empregos que eles representam. É a Fecomércio com S, de sindicatos”, afirma Marcelo Baiocchi.

“Teremos serviços e produtos que serão apresentados para o público em geral e também novidades para os empresários. Portanto, será um evento aberto a todos”, afirmou.

O evento terá Feira de Exposição, Rodadas de Negócios, Fórum de Tecnologia, Arena para Palestras, áreas de Atendimento, área para a divulgação das Embaixadas, espaço gourmet e de alimentação, além de uma palestra magna e um show de encerramento. As empresas participantes integrarão a 1ª Expo Fecomércio por meio de cotas de participação, definidas de acordo com a área de atividade e local e tamanho do estande montado para o evento.

“A Expo Fecomércio é um evento criado para os comerciários e lojistas, um espaço destinado à apresentação de negócios, do fortalecimento da marca à captação de novos clientes, passando pela ampliação de relacionamento e nichos de atuação e troca de experiências entre os diferentes setores do comércio”, diz o presidente da Fecomércio-GO.

Maílson da Nóbrega: ‘Brasil vive situação fiscal delicada, mas está diante de novas oportunidades’

Em palestra durante o lançamento da 1ª Expo Fecomércio Goiás, nesta terça-feira (16/5) em Goiânia, o economista e ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega afirmou que o Brasil atravessa situação fiscal “delicada e preocupante”, mas está diante de novas oportunidades de negócios que manterão a economia nacional relevante e estratégica no mundo nos próximos anos.

“O campo fiscal é onde está o risco de fracasso do governo Luiz Inácio Lula da Silva”, afirmou, observando que o governo federal tem o “desafio de tornar crível o arcabouço fiscal e evitar sua piora pelo Congresso Nacional”.

“O novo arcabouço fiscal veio melhor do que o esperado, mas dificilmente evitará crescimento da relação entre dívida pública e Produto Interno Bruto (PIB)”, afirmou Maílson da Nóbrega, sócio-proprietário da Tendências Consultoria.

O economista alertou para o que chamou de “distanciamento maior” de Lula em relação ao mercado, numa comparação com os dois mandatos anteriores (2003-2010), e criticou os ataques ao Banco Central e a seu presidente, Roberto Campos Neto. O ex-ministro da Fazenda falou a empresários, jornalistas e investidores durante evento de apresentação, realizado no auditório do Sesc Cidadania, da 1ª Expo Fecomércio Goiás, feira de negócios que será realizada pela em outubro, no Centro de Convenções de Goiânia.

Maílson da Nóbrega disse que, apesar dos riscos de fracasso do governo Lula na área fiscal, a resiliência da economia do país, garantida pelo campo institucional e pelo mundo dos negócios, o setor produtivo brasileiro vai se beneficiar de crescimento proporcionado por sua relevância nas cadeias internacionais de suprimentos e pela competitividade de sua matriz energética. As previsões são de média de crescimento anual do PIB inferior a 2% no Lula 3: 1% em 2023; 1,4% e 2024; 1,7% em 2025 e 1,9% em 2026.

A Tendências estima, segundo Maílson, que a taxa básica de juros da economia (Selic) fique em torno de 10,5% no ano que vem, ficando em 9,5% no terceiro e no quarto anos do governo Lula 3. O IPCA, índice do IBGE que serve de referência para as metas de inflação, ficará, segundo essas projeções, em 4,4% em 2024, cairá para 4,1% em 2025 e chegará a 3,9% em 2026. A taxa de desemprego prevista nesse cenário é de 8,6% neste ano e 9,2% no último do ano governo petista, além de 9% para o ano que vem e 9,3% para 2025.

A vulnerabilidade fiscal, afirma o ex-ministro da Fazenda, é compensada pela força do setor produtivo e pela firmeza das instituições.

“A democracia está consolidada, passou pelo teste do golpe, nosso Judiciário é independente, a imprensa é livre e competitiva, o Banco Central é independente, os eleitores com menor renda não aceitam mais inflação alta”, enumerou o economista, citando esses fatores como elemento de contraposição à perspectiva de elevação do gasto – “gasto é gasto, não adianta tentar redefini-lo como investimento”, disse numa referência a declarações do presidente da República sobre o tema.

“Por tudo isso, ainda dá para continuar acreditando que o Brasil tem futuro”, concluiu.

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