Hoje é 5 de março de 2026 23:41

Fábrica de alimentos em Goiânia tinha produtos vencidos há dois anos

Autoridades retiraram do mercado mais de uma tonelada de produtos impróprios para consumo e fecharam o estabelecimento
Operação Olho Vivo da polícia e Vigilância Sanitária foi realizada após denúncias anônimas descrevendo o funcionamento clandestino de uma fábrica de temperos // Fotos: PCGO

A Polícia Civil de Goiás, em ação conjunta com a Vigilância Sanitária Municipal de Goiânia, realizou nesta quinta-feira (15/1) uma nova fase da Operação Olho Vivo. O objetivo foi cumprir mandados de busca e apreensão em endereços ligados à fabricação e venda irregular de alimentos no Setor Pedro Ludovico, em Goiânia.

As investigações começaram após denúncias anônimas que descreviam o funcionamento de uma fábrica de temperos sem qualquer identificação ou licenciamento sanitário.

Durante as diligências, as autoridades confirmaram que a empresa operava em um local clandestino, não declarado aos órgãos fazendários e em condições de extrema insalubridade. No espaço de produção, foram encontrados equipamentos oxidados, paredes com infiltrações e mofo, além da total ausência de equipamentos de proteção para os funcionários.

A Vigilância Sanitária inutilizou imediatamente cerca de 400 kg de insumos que estavam sendo produzidos sem registro e em ambiente inadequado. Também foram apreendidos rótulos de três empresas diferentes, indicando a prática de fraude na identificação dos produtos.

Simultaneamente, a operação inspecionou o estabelecimento comercial de responsabilidade do mesmo grupo investigado. A equipe de fiscalização encontrou um cenário alarmante: a presença de um animal morto (rato) dentro do depósito e um grande volume de mercadorias com prazo de validade expirado desde 2023.

Foram retirados de circulação aproximadamente 700 kg de produtos vencidos, como azeitonas, molhos e chocolates, e mais 300 kg de insumos impróprios para consumo.

Diante da gravidade dos fatos, ambos os estabelecimentos foram interditados por tempo indeterminado pela Vigilância Sanitária. Os investigados foram intimados a prestar esclarecimentos.

Os fatos apurados configuram os crimes de falsificação, corrupção ou adulteração de substância alimentícia e de depósito para venda de substância nociva à saúde.

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