A fase experimental do transporte coletivo municipal de Santo Antônio do Descoberto será encerrada no próximo dia 17 de junho. A informação foi confirmada pela empresa RMDS-Taguatur e pela Prefeitura, após a conclusão do período de 180 dias previsto para avaliação da demanda e do funcionamento do sistema.
Implantada em dezembro de 2025, a operação teve caráter temporário e serviu para levantar dados sobre o fluxo de passageiros, os horários de maior movimentação e as necessidades de deslocamento da população nos diferentes bairros do município.
Segundo a concessionária, os relatórios técnicos produzidos durante o período já foram encaminhados à Prefeitura, à Companhia Municipal de Trânsito e Transporte (CMTT) e ao Ministério Público de Goiás (MPGO), que deverão analisar as informações para subsidiar futuras decisões sobre o transporte urbano local.
Com o encerramento da experiência, deixam de operar as linhas municipais criadas durante a fase de testes. A empresa informou, no entanto, que o sistema semiurbano que atende os deslocamentos entre Santo Antônio do Descoberto e o Distrito Federal continuará funcionando normalmente.
A concessionária também anunciou ajustes nos horários de algumas linhas semiurbanas durante os períodos de menor movimento, com o objetivo de atender bairros que registraram demanda ao longo do levantamento realizado nos últimos meses.
Outro ponto destacado pela empresa é que os usuários que ainda possuem créditos nos cartões utilizados no sistema municipal poderão utilizar o saldo remanescente nas linhas semiurbanas. O valor das viagens seguirá a tarifa vigente para os trajetos com destino a Taguatinga e Brasília.
Nova etapa de avaliação
Para orientar os passageiros durante a transição, equipes de atendimento estarão disponíveis em terminais e pontos estratégicos de Santo Antônio do Descoberto, Taguatinga e Brasília. Informações sobre horários, itinerários e atendimento também podem ser consultadas pelos canais oficiais da empresa.
O encerramento da fase experimental marca a conclusão do diagnóstico operacional do transporte municipal e abre uma nova etapa de avaliação dos dados coletados pelos órgãos responsáveis pela mobilidade urbana no município.

