Hoje é 19 de julho de 2024 20:40
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Fieg defende redução da taxa Selic maior do que anunciada pelo Governo Federal

Presidente da entidade, Sandro Mabel, avalia que a taxa básica de juros ainda menor irá estimular investimentos empresariais e a geração de mais empregos
Sandro Mabel defende retração mais rápida e acentuada da taxa Selic // Foto: Alex Malheiros

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) anunciou nesta quarta-feira, 1º, a redução da taxa básica de juros da economia brasileira, Selic, de 12,75% ao ano para 12,25% ao ano. O corte de 0,5 ponto é o terceiro seguido anunciado pelo órgão. A taxa Selic serve como referência para a economia nacional. No mesmo dia, a Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) posicionou-se sobre o anúncio do Copom por meio de seu presidente, Sandro Mabel, que afirmou que o corte ainda é tímido diante da atual conjuntura econômica.

“Ao avaliarmos o cenário de queda da inflação, expectativa de aumento do PIB [Produto Interno Bruto] e de redução da taxa de desemprego, por exemplo, entendemos que o Brasil comporta uma redução mais robusta dos juros. Só assim vamos incentivar a realização de investimentos com reflexos na economia ainda em 2023”, defendeu o empresário.

De acordo com nota técnica da Fieg, há um gap entre a retração da taxa Selic e a efetiva queda dos juros praticados no mercado. “Daí, persiste o pensamento empresarial de que a retração da taxa Selic deveria ser mais rápida e acentuada”, sustenta o documento.

O assessor econômico da Fieg, Cláudio Henrique Oliveira, explica que a tendência é de que o crédito fique mais barato com a queda da taxa básica de juros. “Esse movimento incentiva a produção e o consumo. Ao estimular a atividade econômica, reduz-se o controle sobre a inflação e a atuação do Banco Central na política monetária. O Brasil precisa aumentar a produção industrial. É isso que agrega valor e proporciona um ciclo de prosperidade.”

Esse é o terceiro corte consecutivo da Selic desde agosto, após 12 meses da taxa básica de juros fixada em 13,75%, patamar considerado insustentável pelo setor produtivo na época.

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