Hoje é 9 de outubro de 2026 12:11

Fisioterapeuta é preso em Goiânia por procedimentos estéticos ilegais

Ação da Polícia Civil e Vigilância Sanitária interditou local clandestino com insumos vencidos e apura lesões graves causadas em pacientes
Materiais hospitalares, medicamentos vencidos e aparato cirúrgico foram apreendidos pela Polícia Civil durante operação na clínica estética clandestina // Fotos: PCGO

A Polícia Civil de Goiás (PCGO), por meio da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon), prendeu em flagrante nesta quarta-feira (7/10) o fisioterapeuta Michel Silva Rodrigues, em Goiânia. Ele mantinha uma clínica estética clandestina e é investigado por provocar lesões corporais graves em pacientes submetidos a procedimentos invasivos não autorizados para sua área, como cirurgias de lifting facial.

A operação cumpriu dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao investigado. As apurações começaram em julho deste ano, após uma paciente denunciar ter ficado com sequelas e lesões decorrentes de uma intervenção cirúrgica realizada pelo fisioterapeuta no local.

Durante a inspeção no imóvel — que funcionava sem registro na Receita Federal e em condições insalubres junto a uma residência —, os policiais encontraram medicamentos vencidos, produtos hospitalares, aparato cirúrgico, receituários em branco, insumos sem registro na Anvisa e o carimbo de uma médica. Diante das irregularidades, a Vigilância Sanitária interditou o espaço por ausência de alvará sanitário e de responsável técnico.

“Durante a operação, constatamos uma situação muito mais grave do que imaginávamos, com medicamentos vencidos, clínica funcionando junto com uma habitação doméstica, sem alvará sanitário nem responsável técnico”, relatou a delegada Débora Melo.

Nas redes sociais, onde acumula mais de 2,6 mil seguidores, o investigado se apresentava como profissional de estética e odontologia sob o bordão “Deixando você cada dia mais bela!”. Michel foi autuado por exercício ilegal da medicina, crimes contra as relações de consumo e venda de mercadorias impróprias ao consumo, cujas penas somadas podem alcançar até 12 anos de prisão.

O Portal NG não conseguiu localizar a defesa do investigado até a publicação desta matéria.

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