Hoje é 1 de outubro de 2026 08:51

Funcionária é presa em São Simão suspeita de usar atestado médico falso

Documento teria sido comprado por R$ 40; investigação apontou que médico citado no papel não atendia mais no hospital e não havia registro da consulta
Segundo as informações divulgadas sobre o caso, não foi estabelecido valor de fiança na fase policial, considerando o enquadramento jurídico adotado para a ocorrência // Foto: PCGO

Uma funcionária de um supermercado de São Simão foi presa em flagrante pela Polícia Civil na manhã desta terça-feira (29/9), suspeita de apresentar um atestado médico falso para justificar uma ausência ao trabalho. A ocorrência foi acompanhada pela Delegacia de Polícia do município, vinculada à 8ª Delegacia Regional de Polícia de Rio Verde.

A investigação começou depois que o setor de Recursos Humanos do supermercado identificou indícios de irregularidade no documento apresentado pela funcionária. Diante da suspeita, a empresa acionou a Polícia Civil, que iniciou a apuração sobre a origem e a autenticidade do atestado.

Durante a verificação, os policiais constataram que o médico cujo nome aparecia no documento não trabalhava mais no Hospital Municipal de São Simão havia bastante tempo. A direção da unidade também informou que não existia registro de atendimento da funcionária na data indicada no atestado.

As informações levantadas pela investigação levaram ao questionamento da trabalhadora sobre a procedência do documento. Inicialmente, segundo a Polícia Civil, ela negou ter cometido qualquer irregularidade.

Posteriormente, depois de ser informada sobre as inconsistências encontradas no atestado, a funcionária admitiu que o documento era falso. De acordo com o relato apresentado à polícia, ela teria comprado o atestado por R$ 40 de uma mulher que afirmou não conhecer. A suspeita também não teria conseguido fornecer informações que permitissem identificar imediatamente a pessoa que vendeu o documento.

Investigação continua

Após a admissão, a funcionária foi conduzida à Delegacia de Polícia Civil para os procedimentos legais relacionados à prisão em flagrante. A autoridade policial também deu prosseguimento às diligências para tentar identificar a pessoa que teria fornecido o documento.

A investigação deverá buscar esclarecer como o atestado foi produzido, quem participou de sua elaboração e se outras pessoas podem ter utilizado ou comercializado documentos semelhantes. A mulher apontada pela funcionária como responsável pela venda poderá responder criminalmente caso seja localizada e comprovada sua participação.

Segundo as informações divulgadas sobre o caso, não foi estabelecido valor de fiança na fase policial, considerando o enquadramento jurídico adotado para a ocorrência. Eventual pedido de liberdade deverá ser analisado pelo Poder Judiciário.

A prisão em flagrante não representa, por si só, uma condenação. A suspeita ainda será submetida aos procedimentos judiciais previstos para esse tipo de ocorrência, cabendo à Justiça analisar as circunstâncias do caso e a situação da investigada.

O episódio também chama atenção para o processo de conferência de documentos utilizados para justificar ausências no ambiente de trabalho. Neste caso, a inconsistência foi identificada pelo próprio estabelecimento, que encaminhou a suspeita às autoridades para verificação.

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