O gerente financeiro de uma empresa do ramo agrícola em Itumbiara, na região sul de Goiás, foi preso em flagrante pela Polícia Civil de Goiás sob a suspeita de desviar R$ 65.098,43 do cartão corporativo da companhia. De acordo com as investigações, o funcionário utilizava recursos da firma para bancar gastos pessoais em bares, restaurantes, adegas, distribuidoras de bebidas, hotéis, supermercados e postos de combustíveis.
A fraude foi descoberta após a própria empresa notar movimentações financeiras atípicas e valores elevados no setor administrado pelo investigado. Uma apuração interna revelou que as transações eram realizadas com frequência fora do horário de expediente, o que motivou a empresa a acionar o Grupo Especial de Repressão a Crimes Patrimoniais (Gepatri) de Itumbiara para apurar o caso.
As irregularidades começaram em 10 de outubro de 2025, quando o primeiro débito indevido foi registrado no valor de R$ 239 em um bar e restaurante. O uso ilegal do cartão seguiu de forma contínua até o último domingo (23/8), dia em que o suspeito realizou um pagamento de R$ 50 em um posto de combustíveis. O profissional atuava no estabelecimento há pouco mais de um ano e, até então, não apresentava histórico de desvios.
“Ele trabalhava há pouco mais de um ano na empresa, a princípio, não tinha nenhum desvio”, relatou o delegado Irineu Pesarini, responsável pelas investigações no Gepatri.
A prisão ocorreu na segunda-feira (24/8), logo após o funcionário ser confrontado sobre as inconsistências financeiras e confessar integralmente o crime. Além do depoimento e da confissão, a Polícia Civil ouviu representantes da empresa atingida e anexou ao processo os comprovantes e extratos bancários das dezenas de compras irregulares efetuadas pelo investigado.
Autuado em flagrante, o homem deve responder pelo crime de apropriação indébita majorada, em razão de ter cometido a infração no exercício do cargo de confiança. A pena prevista para este tipo de delito varia de 1 a 4 anos de reclusão, além de multa.
O nome do suspeito não foi divulgado pelas autoridades e a defesa não foi localizada para comentar o caso.

