Hoje é 13 de outubro de 2026 03:45

Goiânia resgata obra à paz de Siron Franco e tributo à democracia

Parceria com a iniciativa privada viabiliza restauração de monumentos históricos no Bosque dos Buritis sem custos para os cofres da prefeitura
Prefeito Sandro Mabel durante solenidade de entrega dos monumentos revitalizados no Bosque dos Buritis, nesta segunda-feira: “Monumentos representam artistas e momentos impor-tantes da nossa história” // Fotos: Alex Malheiros

A Prefeitura de Goiânia entregou, nesta segunda-feira (12/10), a revitalização de dois importantes marcos que integram o patrimônio cultural da capital. Localizados no Bosque dos Buritis e em seu entorno, no Setor Oeste, o Monumento à Paz Mundial e o Monumento aos Mortos e Desaparecidos na Luta Contra a Ditadura Militar foram recuperados sem custos para o erário municipal, por meio de uma parceria firmada com a iniciativa privada.

Os serviços de restauro foram executados pela construtora Ademaldo Construções a convite da Secretaria Municipal de Cultura. Conforme a direção da empresa, as estruturas apresentavam desgaste devido à ação do tempo e de terceiros, mas o trabalho recuperou o acervo sem alterar as características originais concebidas pelos artistas.

Durante a solenidade de entrega, o prefeito Sandro Mabel (MDB) destacou a relevância de manter o patrimônio preservado e agradeceu o apoio empresarial na execução das melhorias.

“Uma obra de arte precisa ser revitalizada, porque isso também renova o sentido para o qual ela foi criada. Esses monumentos têm uma simbologia muito forte e representam artistas e momentos importantes da nossa história”, pontuou.

Na mesma linha, o secretário municipal de Cultura, Uugton Batista, ressaltou que a conservação dessas referências artísticas garante o acesso contínuo da população e das próximas gerações aos valores históricos, sociais e culturais representados pelas construções.

Instalado na parte interna do Bosque dos Buritis, o Monumento à Paz Mundial foi inaugurado em setembro de 1988 durante o II Simpósio Nacional da Paz na Era Nuclear. Idealizada por Siron Franco logo após o acidente com o Césio-137 em 1987, a estrutura de cinco metros em concreto e vidro tem formato de ampulheta e armazena terras de diversos continentes.

Por sua vez, o Monumento aos Mortos e Desaparecidos na Luta Contra a Ditadura Militar fica na área externa, em frente ao parque, inaugurado em agosto de 2004. O projeto do arquiteto Marcus Sales Gebrim, escolhido via concurso público, consiste em uma esfera metálica dividida em quinze partes que prestam tributo aos cidadãos com vínculos com Goiás vítimas do regime.

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