Hoje é 28 de março de 2025 00:18

Grupo é preso em Goiânia por produzir e vender derivados de maconha na internet

Em outra operação, maestro foi detido em flagrante por armazenar e divulgar imagens de abuso sexual de menores em Anápolis
Polícia Civil informa que um apartamento no Setor Bueno funcionava como um laboratório onde grupo cultivava as plantas e fabricava os produtos // Foto: PCGO

A Polícia Civil prendeu, nesta quinta-feira (20/3), quatro pessoas suspeitas de cultivarem maconha e produzirem produtos como shampoo e óleos com cannabis, que posteriormente eram vendidos por meio das redes sociais. A operação coordenada pela Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (Denarc) também cumpriu cinco mandados de busca e apreensão em residências ligadas aos investigados.

A investigação se iniciou após os Correios interceptarem uma encomenda suspeita. O pacote, enviado de Goiânia para outro estado, continha frascos com óleo de maconha. Segundo o delegado responsável pelo caso, Francisco Costa, a Polícia Civil foi informada e identificou o grupo.

“O início da investigação foi através dos Correios. Conseguimos identificar. Hoje cumprimos os cinco mandados”, afirma.

Em um dos endereços, localizado no Setor Bueno, a polícia encontrou duas estufas contendo diversos pés de maconha, além de frascos, rótulos e produtos prontos para venda. Francisco comenta que o local funcionava como uma espécie de laboratório clandestino, onde a droga era processada, envasada e preparada para comercialização.

“Um apartamento ali no Setor Bueno com uma produção, duas estufas, tínhamos vários pés de maconha ali. Onde a gente percebeu que ali era tipo uma espécie de laboratório, onde era manipulado e produzido os produtos para a comercialização”, disse.

No Brasil, a produção de produtos derivados da cannabis é permitida apenas em casos específicos, com autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e supervisão da Justiça.

“Essa produção artesanal e essa venda de produtos não autorizados. A gente não sabe que produto é utilizado para extrair e para fabricar. Então isso com certeza gera riscos à saúde das pessoas”, afirmou o delegado.

De acordo com a Polícia Civil, o grupo atuava há cerca de cinco anos e vendia os óleos e shampoos por aproximadamente R$ 300. Todas as plantas e produtos apreendidos foram encaminhados para a delegacia, e os detidos passarão por audiência de custódia. O caso segue sob investigação para identificar outros possíveis envolvidos no esquema.

Maestro de Anápolis é preso em flagrante por armazenar pornografia infantil

A Polícia Federal (PF) prendeu, nesta quarta-feira (19/3), o maestro e professor de música Andreyw Antônio Batista durante uma operação de combate à pornografia infantil. A ação se iniciou com o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na residência do suspeito, onde foram encontrados equipamentos de informática, celulares e mídias de armazenamento com conteúdo ilegal, o que o fez ser detido em flagrante.

O investigado, que atuava na Orquestra Jovem de Anápolis e na Orquestra Sinfônica Jovem de Goiás, também exercia a função de professor na Prefeitura de Anápolis e integrava a Equipe de Capelania da Universidade Evangélica de Goiás (UniEvangélica). Ele é investigado pelos crimes de posse e compartilhamento de pornografia infantil, cujas penas podem chegar a 10 anos de prisão.

A investigação da PF apurou que, além de armazenar os arquivos ilegais, o regente também distribuía o material na internet. A polícia solicita a colaboração da população para o andamento do caso.

Diante das denúncias, as instituições para as quais ele trabalhava tomaram medidas imediatas. A Orquestra Sinfônica Jovem de Goiás confirmou o afastamento do maestro. A Prefeitura de Anápolis informou que ele foi exonerado e afirmou estar à disposição das autoridades para colaborar com as investigações, reforçando seu repúdio a qualquer tipo de violência. A UniEvangélica também anunciou a demissão do regente por meio de nota oficial.

A defesa de Andreyw Batista não foi localizada pelo Portal Notícias Goiás para prestar esclarecimento sobre o caso.

Nota da UniEvangélica

A Associação Educativa Evangélica recebeu com surpresa a informação do envolvimento do maestro Andreyw Batista nos atos citados. Esclarecemos que o mesmo foi desligado do quadro de colaboradores.

Ressaltamos que esse profissional trabalhava há três anos exclusivamente em eventos, com o coral de colaboradores.

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