A Polícia Federal desencadeou uma operação para investigar suspeitos de movimentar cerca de R$ 200 milhões com a extração e venda ilegal de ouro e pedras preciosas. Nesta terça-feira (12/8), foram cumpridos 31 mandados de busca e apreensão em oito estados: Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso, Pará, Tocantins, Maranhão, São Paulo e Minas Gerais.
Segundo as investigações, os suspeitos abasteciam empresas do setor de joias, lavavam dinheiro com as vendas e promoviam “enriquecimento ilegal”. A operação, batizada de Ita Yubá, tem como alvo um grupo especializado na compra, transporte e venda de minérios extraídos ilegalmente.
A PF identificou que o ouro era retirado de áreas não autorizadas pela Agência Nacional de Mineração (ANM) e sem licenciamento ambiental. Conforme o delegado Sandro Paes Sandre, chefe da Delegacia do Meio Ambiente, as investigações começaram há cerca de dois anos, durante a primeira fase da Operação Sólidos.
“Identificamos, naquela oportunidade, garimpeiras que estariam fazendo a extração de ouro de leitos de rios na região norte do estado de Goiás e vendendo de forma clandestina para uma pessoa que estava adquirindo e repassando na forma de barra de ouro para alguns receptadores”, afirmou Sandre.
A partir da análise de celulares apreendidos, a PF detectou uma organização criminosa de maior atuação, envolvendo Goiás, Distrito Federal e outros estados. “Essas pessoas adquiriam esse ouro em natura, fundiam o ouro para transformá-lo em barras e vendiam para empresas interessadas em sua aquisição no estado de São Paulo”, explicou o delegado.
Na primeira fase da operação, a polícia encontrou um laboratório clandestino no fundo de uma empresa em Goiás, onde o ouro era fundido. Já na segunda etapa, foram localizados um laboratório desativado no Tocantins e outro em Goiânia.
Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas seguintes cidades: Capanema e Cumaru do Norte (PA); Luís Domingues (MA); Pontes e Lacerda (MT); Palmas (TO); Goiânia, Senador Canedo, Aparecida de Goiânia e Uruaçu (GO); Uberlândia (MG); São José do Rio Preto (SP); e Brasília (DF).
Os nomes dos investigados não foram divulgados, e o Portal NG não conseguiu localizar as defesas para que pudessem se manifestar até a última atualização desta reportagem.
