Hoje é 6 de março de 2026 09:17

Homem é preso em Goiânia por golpe envolvendo criptomoedas

Suspeito deu prejuízo de R$ 357 mil à vítima, que o contratou como consultor para investimentos em bolsa de valores
Suspeito, que se apresentava como consultor financeiro, também foi alvo de buscas e apreensão autorizadas pela Justiça // Foto: PCGO

Um homem foi preso em Goiânia nesta quarta-feira (4/3) suspeito de aplicar um golpe financeiro com falsos investimentos em criptomoedas. A operação, batizada de Chave Mestra, foi deflagrada pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (Dercc) da Polícia Civil de Goiás. O prejuízo causado à vítima é estimado em mais de R$ 357 mil.

Além da prisão preventiva, os policiais cumpriram um mandado de busca domiciliar. As investigações apontam que o suspeito se apresentava como consultor financeiro especializado em operações na Bolsa de Valores (B3).

Ele firmou um contrato de prestação de serviços com a vítima, prometendo acompanhamento de investimentos e rendimentos mensais por meio de operações de day trade. Essa estratégia consiste em comprar e vender ativos no mesmo dia para obter lucros rápidos.

Posteriormente, foi celebrado um segundo contrato, ocasião em que a vítima transferiu R$ 132 mil para a conta pessoal do investigado.

Ficou ajustado que ele administraria os recursos por sete anos, com devolução do valor acrescido de rendimentos ao final. Inicialmente, a vítima já havia realizado pagamentos de R$ 50 mil.

Para executar a fraude, o investigado criou endereços na blockchain do Bitcoin (livro-razão digital descentralizado, público e imutável que registra todas as transações da criptomoeda). Para esses endereços, a vítima transferiu cerca de R$ 175 mil, o equivalente a 0,69 Bitcoin.

O suspeito manteve posse exclusiva da chave privada, o que lhe permitiu subtrair integralmente os valores. Os recursos percorreram múltiplos endereços intermediários, em uma prática típica de lavagem de capitais com uso de ativos virtuais.

A Polícia Civil identificou que os valores subtraídos foram concentrados em uma conta vinculada a uma plataforma nacional de negociação de criptoativos. Isso possibilitou a vinculação dos recursos ao investigado.

As penas dos crimes investigados podem chegar a 18 anos de reclusão. A orientação, em caso de suspeita de golpe, é interromper imediatamente os repasses e procurar a Polícia Civil. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados.

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