Hoje é 6 de março de 2026 04:45

Igor Franco rebate alegações de Mabel para tirá-lo da liderança na Câmara

Enquanto prefeito alegou discordância de visão entre os dois, vereador usou rede social para negar que estivesse em busca de espaço e cargos na prefeitura
Vereador Igor Franco usou rede social para comentar destituição do cargo de líder do prefeito na Câmara // Fotos: Gustavo Mendes/Alex Malheiros

Após ser destituído do cargo de líder do prefeito na Câmara Municipal de Goiânia, o vereador Igor Franco (MDB) usou as redes sociais para comentar a decisão do prefeito Sandro Mabel (UB), que segundo Igor comunicou a decisão por uma ligação telefônica na manhã desta sexta-feira (29/8). Em um vídeo publicado no mesmo dia, o vereador afirma que cumpriu sua tarefa de ajudar a aprovar as matérias do Executivo na Câmara e defende a investigação sobre o consórcio Limpa Gyn, por meio de uma CEI (Comissão Especial de Inquérito) criada na Câmara com seu apoio.

Sobre a destituição do cargo de líder, ele afirma que ocorreu “por conta de uma situação que até agora não entendemos as razões”.

“Por uma investigação de uma empresa, que é a Limpa Gyn, que no início do mandato o prefeito Sandro Mabel falava mal, de repente parou de falar, agora começa elogiar e até suplementou o contrato”, disse, ao pontuar que aprovou a taxa do lixo acreditando que a empresa “faria bom uso do dinheiro”.

“E hoje nós entendemos que não, por todas as ruas de Goiânia que você passa está sujo está encardida, lixo para todo lado, várias denúncias que antes eram denúncias agora estão caracterizadas de fato o que está acontecendo na cidade de Goiânia”, completou.

Ainda no vídeo, postado na tarde de ontem, o vereador afirma que seu irmão, Diogo Franco, já era secretário antes da criação da CEI e rebate a “narrativa” de que os problemas do prefeito no Legislativo se devem a busca de espaço e cargos na prefeitura por parte dos vereadores.

“Ora, se meu irmão já era secretário, se nossa equipe já estava acolhida, essa narrativa comigo não cola. Eu entrei na política para prestar um bom serviço, não estou na política jamais para ser chamado de malandro ou vagabundo. E jamais autoridade nenhuma, prefeito, governador, ministro, se me deu orientação diversa daquela que fere os meus princípios basilares, eu não vou seguir, porque eu tenho responsabilidade com quem me deu voto de confiança”, acrescentou.

“É natural a retaliação, a perseguição, os cortes, as exonerações, mas jamais vão me calar, jamais vão calar o nosso mandato, jamais vão calar 8.057 votos de confiança”, finalizou Igor Franco.

Prefeito aponta ‘discordância’ com vereador

A destituição ocorre em meio à crise política provocada pela aprovação, em primeira votação, do projeto que revoga a Taxa do Lixo. Na ocasião, Igor Franco, na condição de líder do governo, votou a favor da proposta, contrariando o Paço Municipal. O líder também não quis voltar atrás na sua assinatura na CEI do LimpaGyn, publicada no Diário Oficial do Município no final da semana passada.

Mabel sempre demonstrou resistência com a implantação do colegiado que promete investigar os contratos de limpeza urbana fixados ainda na gestão do antecessor Rogério Cruz (SD). No começo dessa semana, o chefe do executivo decidiu exonerar Diogo Franco, irmão de Igor, do cargo de secretário de Desenvolvimento, Indústria, Comércio, Agricultura e Serviços.

Ao anunciar a destituição de Igor, durante coletiva de imprensa na sexta-feira (29/8) convocada para tratar da Taxa de Limpeza Pública, conhecida como Taxa do Lixo, Sandro Mabel justificou a troca apontando “discordância” entre a condução do vereador e a visão da gestão. O emedebista foi um dos parlamentares que votaram pela derrubada da pauta, cujo chefe do executivo anunciou que irá vetar em caso de aprovação.

Sandro Mabel: “O líder de governo precisa compactuar com a visão do governo, e isso não estava mais acontecendo”

“Agradecemos ao Igor Franco, que foi uma pessoa que trabalhou bastante para nós, nos ajudou bastante nesse período. Ultimamente, por uma questão de visão dele, não foi possível levar à frente como pensamos, então ele não tem condição mais de ocupar a função de líder dentro do governo”, afirmou o prefeito.

“Agradeci também pelo período, porque ser líder não é fácil, a pessoa tem que dedicar muito tempo para atender uma bancada grande, atender o prefeito, atender todas essas notificações, principalmente no começo da gestão”, completou.

Mabel ressaltou que a saída não decorre de um rompimento pessoal ou político, mas de divergências de posicionamento.

“Não existe nenhuma resistência ou qualquer briga nesse sentido, apenas é uma discordância de ponto. O líder de governo precisa compactuar com a visão do governo, e isso não estava mais acontecendo”, concluiu.

Agora, a escolha de um novo nome será discutida com a bancada governista nas próximas semanas.

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