A brasileira Juliana Marins, de 26 anos, que caiu de um penhasco no Monte Rinjani, na Indonésia, no último sábado (21/6), não resistiu aos ferimentos. A informação foi confirmada pela família na manhã desta terça-feira (24/6), após a equipe de resgate conseguir chegar ao local onde ela estava. A jovem, natural de Niterói (RJ), estava em uma viagem pela Ásia desde fevereiro e havia passado por Filipinas, Vietnã e Tailândia antes de seguir para a Indonésia.
As buscas duraram quatro dias e enfrentaram grandes dificuldades por causa da neblina e do terreno íngreme. Equipes montaram acampamento avançado no Parque Nacional e precisaram descer o equivalente à altura do Corcovado (cerca de 710 metros) para alcançar Juliana. Na segunda-feira (23/6), um drone localizou a jovem a 500 metros abaixo da trilha, imóvel e presa a uma parede rochosa, sem acesso a comida ou água.
A montanhista Aretha Duarte, primeira mulher negra latino-americana a escalar o Everest, afirmou que Juliana demonstrou responsabilidade ao contratar agência e guia locais. Para Aretha, houve falha na condução do passeio, especialmente pelo fato de o guia ter deixado Juliana sozinha após ela pedir para descansar. A especialista criticou o abandono e reforçou que a jovem teve o cuidado mínimo esperado de um turista.
A irmã da vítima, Mariana Marins, disse que Juliana foi deixada para trás enquanto o grupo seguia rumo ao cume. Segundo ela, o guia não permaneceu com a jovem, como inicialmente informado, e isso teria contribuído para a queda. “Juliana ficou desesperada porque ninguém mais voltou e caiu. Abandonaram Juliana”, afirmou a irmã em postagem nas redes sociais.
A família continua cobrando das autoridades brasileiras e indonésias explicações sobre a condução da trilha e a lentidão no resgate. A morte de Juliana reacendeu os debates sobre segurança e a responsabilidade de empresas de turismo de aventura, especialmente para viajantes solos. A tragédia também expôs os riscos enfrentados por mulheres que buscam independência em viagens internacionais.
