Hoje é 23 de maio de 2024 22:40
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Judiciário acata denúncia contra ex-auxiliar do Governo de Goiás e três PMs pela morte de empresário

O principal envolvido no caso, conhecido como Cacai, foi presidente municipal do DEM, trabalhou na campanha do governador Ronaldo Caiado e teve cargo de diretor administrativo na Codego
Demóstenes Torres, novo advogado de Cacai, alegou que fará investigação paralela para provar inocência de seu cliente / Foto: reprodução

A Justiça de Anápolis recebeu a denúncia nesta semana contra Carlos César Savastano de Toledo, ex-auxiliar do governo estadual e ex-presidente do DEM (atual UB) do município, conhecido como Cacai, e três policiais militares. Todos se tornaram réus pela morte do empresário Fábio Alves Escobar Cavalcante em 2021. Cacai, alvo de mandado de prisão desde novembro e atualmente foragido, trocou seu advogado por Demóstenes Torres.

Em declaração recente à imprensa, Torres, classificou os indícios contra seu cliente como “ridículos” e prometeu uma “investigação paralela” para encontrar o “verdadeiro mandante” do assassinato. Ao contrário de seu antecessor, ele não defende a federalização da investigação, afirmando que as hipóteses de defesa ainda estão sendo estudadas.

A denúncia, protocolada pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) em 1º de dezembro, acusa Cacai pelo crime de homicídio qualificado, por motivo torpe e emboscada. Os policiais Glauko Olívio De Oliveira, Thiago Marcelino Machado e Érick Pereira da Silva, já presos desde setembro, também foram denunciados.

A decisão que acatou a denúncia, assinada por três juízes da 1ª Vara Criminal de Anápolis, destaca que o caderno de investigações colabora com elementos mínimos para a admissão da ação penal. O MP-GO também denunciou mais cinco PMs envolvidos em outras seis mortes, supostamente tentando encobrir o caso Escobar. Eles responderão em processos separados por cada vítima.

A denúncia destaca as desavenças entre Escobar e Cacai, que trabalharam juntos na campanha do governador Ronaldo Caiado em 2018. Após o término das eleições, Escobar passou a divulgar notícias de condutas reprováveis envolvendo Cacai, o que levou a um desejo ativo por vingança por parte de Carlos Toledo.

O inquérito da Delegacia Estadual de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) indicou Cacai como autor intelectual e o policial Welton da Silva Vieiga, já morto, como executor do assassinato de Escobar.

A denúncia também detalha a participação dos policiais Glauko, Thiago e Érick, acusados de envolvimento em outras mortes, sendo Glauko ainda acusado de roubo. O advogado da família de Escobar solicitou à Justiça a identificação de mensagens de áudio relacionadas à briga com o diretório local do DEM. O desenrolar desse caso complexo promete novos capítulos, à medida que a Justiça avança na apuração dos fatos.

No início do primeiro mandato do governador Caiado, Cacai ocupou o cargo de diretor administrativo na Companhia de Desenvolvimento de Goiás (Codego). Contudo, sua trajetória no cargo foi interrompida quando foi detido em uma operação da Polícia Civil, que investigou cobrança de propina dentro da companhia. Simultaneamente à sua prisão, Cacai também se afastou da liderança do partido do governador em Anápolis.

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