Hoje é 18 de junho de 2024 06:53
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Justiça nega pedido de habeas corpus e Câmara analisa pedido de impeachment de prefeito de Iporá

Considerado foragido Naçoitan Leite é procurado pelas polícias militar e civil na cidade enquanto vereadores analisam pedido de afastamento e posse imediata de vice-prefeita
O pedido de impeachment precisa do voto de 7 dos 13 vereadores para ser deposto do cargo de prefeito // Foto: Instagram

A justiça goiana negou no final da tarde de ontem, dia 19, o pedido de habeas corpus em caráter liminar feito pela defesa do Naçoitan Araújo Leite, prefeito de Iporá. A peça, que tentou derrubar o pedido de prisão preventiva feito contra o ele, foi analisada pelo desembargador de plantão, Anderson Máximo de Holanda, que julgou não haver ilegalidade no pedido de prisão e que o argumento de prerrogativa de foro privilegiado não é pertinente com o suposto crime cometido pelo prefeito.

Na Câmara de Iporá, que tem 13 vereadores, haverá uma sessão extraordinária nesta segunda-feira, dia 20, para iniciar as discussões e os trâmites de um pedido de impeachment contra Naçoitan que tem uma base aliada formada por 11 vereadores. Pelo regimento interno da Casa serão necessários sete votos para depor o mandatário que foi reeleito com 6.017 votos votos em 2020. O impedimento se dará sob a justificativa de quebra de decoro por ser procurado pela polícia. O parlamento de Iporá também votará nesta manhã a posse temporária imediata da vice-prefeita Maysa Cunha (PP).

Em um perfil de uma rede social, Maysa se manifestou em um texto intitulado desabafo. “Passo aqui para dizer que o sorriso de uma mulher também serve para ocultar a dor e a indignação. Manifesto o sentimento de muita tristeza, em nome de todas as mulheres, principalmente aquelas vítimas de violência, o nosso grito”, diz trechos da nota. Ela não faz menção direta ao caso e aguarda decisão da Câmara sobre o futuro político do município.

Com medo de ser morta, a ex-mulher do prefeito deixou a cidade de Iporá neste último domingo, dia 19. Em nova entrevista à imprensa, ela justifica seu temor em sofrer um novo episódio de violência. “Não pretendo continuar morando nessa casa. Eu estou com o sentimento de que eu estou sendo expulsa da minha cidade por uma pessoa que se vê dono da cidade. Só estou viva porque ele não conseguiu abrir a porta do quarto onde eu estava”, desabafou. O advogado da ex-mulher entrou com um pedido de medida protetiva na justiça para que o prefeito mantenha distância mínima.

Foragido

A Polícia Civil informou que o delegado responsável pelo caso representou pela prisão preventiva do prefeito. E diante da recusa do pedido de habeas corpus por parte do Poder Judiciário o político é considerado foragido.
De acordo com informações da polícia militar, equipes monitoram possíveis locais onde Naçoitan pode estar se abrigando na própria cidade e em cidades vizinhas. Naçoitan é acusado de tentativa de feminicídio contra a mulher e também pela tentativa de homicídio contra o namorado de sua ex. Entenda todos os detalhes iniciais deste caso clicando aqui.

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