O motorista Gilberto Ribeiro Gonçalves, de 51 anos, foi liberado após audiência de custódia nesta terça-feira (22/7), um dia após invadir o Shopping Flamboyant com um carro, em Goiânia. O juiz Alessandro Pereira Pacheco, da 2ª Vara das Garantias, determinou que ele responda ao processo em liberdade, mas sob medidas cautelares.
Entre as condições impostas estão a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) por 120 dias e a obrigação de iniciar tratamento psiquiátrico em até dez dias. A Justiça também proibiu Gilberto de mudar de endereço sem autorização e dispensou o pagamento de fiança.
Segundo a família e a defesa, o acusado tem histórico de transtornos mentais desde os 17 anos e pode ter sofrido um surto psicótico no dia do incidente. Em nota, os familiares afirmaram que ele “é uma pessoa pacífica” e nunca cometeu crimes antes. Exames toxicológicos descartaram uso de álcool ou drogas.
O que aconteceu no shopping
Na noite de segunda-feira (21), Gilberto entrou com um VW Gol prata no segundo piso do Flamboyant, percorrendo cerca de 200 metros em alta velocidade. Câmeras e testemunhas registraram o carro derrubando estruturas, batendo em uma pilastra e causando pânico entre clientes, que correram para se proteger.

Um policial militar de folga e seguranças do shopping ajudaram a imobilizá-lo. Durante o trajeto, Gilberto avançou contra o PM e colidiu contra um quiosque com dois funcionários – a polícia investiga se houve tentativa de homicídio. Por sorte, ninguém ficou ferido.
Investigação e histórico médico
O delegado Rilmo Braga, da Central de Flagrantes, afirmou que Gilberto apresentava “fala desconexa e tremores” no momento da prisão. Duas facas de grande porte foram encontradas no carro, mas ele não portava armas de fogo.
O pai do acusado, Francisco José Gonçalves, disse que o filho faz tratamento psiquiátrico, mas havia parado de tomar os remédios. O shopping emitiu nota informando que o local segue funcionando normalmente, sem interdições.

