A Polícia Civil de Goiás localizou o corpo de Nilson Evangelista Gonçalves, de 54 anos, que trabalhava em uma pamonharia em Goiânia. Ele estava desaparecido desde o dia 7 de fevereiro, quando foi retirado à força de sua residência, no Setor Residencial Itaipu.
As investigações apontaram que a vítima foi levada mediante violência e transportada em um veículo específico. Dois suspeitos de participação no homicídio qualificado foram presos, sendo um no último sábado (14/2) e o outro nesta quinta-feira (19/2), no município de Goianira.
Um dos investigados, um rapaz de 23 anos, apresentou-se espontaneamente no dia 14 e confessou o crime. Em depoimento, ele alegou que agiu por “vingança” devido a um suposto abuso cometido contra seu irmão menor, versão que ainda carece de confirmação policial.

O autor revelou detalhes da ocultação, afirmando que o corpo foi queimado e deixado nas proximidades da rodovia GO-040 para dificultar o trabalho das autoridades. O automóvel utilizado na ação foi localizado e apreendido pela delegacia especializada.
Peritos criminais analisam agora o veículo em busca de material genético, vestígios biológicos e impressões digitais. O caso, que começou no Grupo de Investigação de Desaparecidos (GID), foi transferido para a Delegacia de Homicídios (DIH) devido aos fortes indícios de crime violento.
Testemunhas relataram que houve tentativas de supressão de provas, incluindo ameaças e o esforço para ocultar imagens de câmeras de segurança. Tais relatos foram fundamentais para que a polícia representasse pelas prisões temporárias junto ao Poder Judiciário.

Com o parecer favorável do Ministério Público, os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços vinculados aos investigados. Essas medidas foram cruciais para a localização definitiva do corpo, que estava enterrado em uma área de mata na capital.
A Polícia Civil mantém as diligências ininterruptas para identificar se houve a participação de outros envolvidos no assassinato e na ocultação do cadáver. O objetivo agora é concluir o inquérito com a responsabilização criminal de todos os autores.
Até o momento, os nomes dos suspeitos não foram divulgados pelas autoridades. O PORTAL NG ressalta que não conseguiu contato com a defesa dos investigados e permanece aberto para manifestações.
