Hoje é 5 de março de 2026 20:49

Mabel avalia trocar líder na Câmara em meio à pressão da CEI do Limpa Gyn

Prefeito já tem no radar os vereadores Thialu Guiotti e Henrique Alves como opções para reforçar a articulação política do Paço no Legislativo
Contrário à CEI, Sandro Mabel admite que a discussão sobre a liderança está em aberto, sem pressa para uma definição imediata // Foto: Alex Malheiros

A liderança do prefeito Sandro Mabel (MDB) na Câmara Municipal de Goiânia voltou ao centro das discussões após o retorno do recesso parlamentar e diante da instalação da Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar o contrato bilionário do consórcio Limpa Gyn com a prefeitura. A atual condução do governo na Casa, sob responsabilidade do vereador Igor Franco (MDB), tem sido alvo de questionamentos pela falta de protagonismo na defesa do Executivo, o que abriu espaço para a especulação sobre possíveis substitutos.

O desgaste entre Franco e o Paço se intensificou após atritos internos e a exoneração de uma servidora ligada a seu grupo, o que, segundo interlocutores, teria reduzido seu empenho na defesa da gestão. Ainda que mantenha cargos e espaço no secretariado por meio do irmão Diogo Franco, secretário de Indústria e Comércio, o vereador não tem atuado de forma incisiva na articulação política, postura que preocupa aliados do prefeito em um momento de maior tensão no Legislativo. Igor foi um dos aliados que assinaram a criação da CEI.

Nesse cenário, cresce o movimento para que o prefeito substitua o atual líder por um nome capaz de alinhar o diálogo com os vereadores e assumir a linha de frente na defesa das pautas do Executivo. Entre os cotados estão o vereador Thialu Guiotti (Avante), que já vem sendo tratado nos corredores como um “líder informal” pela proximidade com o prefeito, e o vereador Henrique Alves (MDB), que também surge como alternativa para ocupar a função estratégica.

Inclusive, na tarde desta quarta-feira (20/8), Mabel se reuniu com Guiotti, Alves e o presidente da Câmara, Romário Policarpo (PRD), em encontro reservado que reforçou as especulações sobre uma mudança na liderança.

Mabel, por sua vez, tem adotado um discurso firme ao apontar que não aceitará indicações políticas sem critérios técnicos e reforça que sua gestão busca perfis com capacidade para entregar resultados. Em entrevistas recentes, o prefeito classificou a CEI como uma “perda de tempo” e atribuiu parte do desgaste a pressões por cargos. Ainda assim, admite que a discussão sobre a liderança está em aberto, sem pressa para uma definição imediata.

A escolha de um líder com legitimidade política e capacidade de articulação é vista como essencial para garantir a tramitação de projetos de interesse da prefeitura. Sem uma base coesa, cresce o risco de obstruções e dificuldades para a aprovação de matérias estratégicas, o que pode comprometer a agenda administrativa de Mabel em um momento em que a Câmara se mostra mais sensível às pressões da oposição e aos efeitos políticos da CEI.

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