O prefeito Sandro Mabel lançou, nesta sexta-feira (12/6), a Agenda Goiânia Mais Verde, considerada pela administração municipal a maior estratégia de infraestrutura ambiental já desenvolvida na capital. O programa reúne ações voltadas à arborização urbana, drenagem sustentável, preservação ambiental e integração dos parques e áreas verdes da cidade.
Apresentada no Bosque dos Buritis, a iniciativa busca preparar Goiânia para os desafios das mudanças climáticas, com projetos que unem sustentabilidade, mobilidade urbana e qualidade de vida.
Entre as principais ações da primeira etapa estão a implantação de 100 jardins de chuva, estruturas que auxiliam na absorção da água pelo solo e ajudam a reduzir alagamentos; a criação de nove trilhas ecológicas, com cerca de 10 quilômetros de extensão; e a construção de 16 quilômetros de corredores verdes para conectar parques e áreas de preservação.
“Goiânia é a segunda cidade mais arborizada do mundo e precisamos preservar essa característica. Já plantamos 15 mil árvores nesta gestão e estamos recuperando os 72 parques da capital. Nosso objetivo é conscientizar as pessoas e fortalecer a preservação ambiental”, afirmou Mabel.
A proposta também prevê a instalação de dois mil pares de lixeiras ecológicas, 500 bancos, 230 Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) para recicláveis e estruturas voltadas à mobilidade sustentável ao longo dos corredores verdes.
Segundo o prefeito, os jardins de chuva deverão ser implantados em diferentes regiões da cidade, aproveitando espaços urbanos subutilizados, como canteiros e rotatórias.
“Queremos levar essa modalidade para toda Goiânia, aumentando a absorção da água e deixando a cidade mais verde e mais bonita”, explicou.
Investimentos e sustentabilidade
Durante o evento, Mabel também apresentou o projeto das Zonas de Desenvolvimento Sustentável (ZDS), iniciativa que integra políticas ambientais, mobilidade, turismo, cultura e desenvolvimento econômico.
A proposta foi selecionada pelo Ministério do Meio Ambiente para integrar o banco nacional de projetos estratégicos e poderá acessar recursos do Fundo Clima. A expectativa é captar até R$ 500 milhões para investimentos em drenagem, arborização, gestão de resíduos e soluções ambientais.
A presidente da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), Zilma Peixoto, destacou que a agenda é resultado de uma política climática estruturada nos últimos meses.
“Estamos trabalhando para proteger nascentes, valorizar os cursos d’água, reduzir riscos climáticos e preservar a identidade verde de Goiânia”, ressaltou.
Corredores verdes e trilhas

Os corredores verdes vão conectar sete bacias hidrográficas e oito parques da capital, ampliando áreas de sombra, reduzindo ilhas de calor, melhorando a drenagem urbana e fortalecendo a biodiversidade.
Já as nove trilhas ecológicas terão temáticas relacionadas ao Cerrado, sustentabilidade, patrimônio cultural e história da cidade. Os percursos serão implantados em parques como Bosque dos Buritis, Areião, Vaca Brava, Lago das Rosas, Flamboyant, Botafogo e Jardim Botânico.
Reconhecimento internacional
Durante a solenidade, Goiânia recebeu a certificação internacional Tree Cities of the World 2025, concedida pela Organização das Nações Unidas (ONU) a cidades que adotam políticas de valorização e preservação da arborização urbana.

Também foi inaugurada a Trilha Waldomiro Bariani Ortêncio, no Bosque dos Buritis. O espaço homenageia o escritor goiano e contará com painéis que retratam sua trajetória e sua ligação com a preservação ambiental.
Com metas voltadas à adaptação climática e à ampliação da infraestrutura verde, a Agenda Goiânia Mais Verde passa a ser um dos principais projetos ambientais da atual gestão e reforça a estratégia de consolidar Goiânia como referência nacional em sustentabilidade urbana.

